A dívida líquida do setor público não financeiro ficou em 67,4% do Produto Interno Bruto (PIB) em abril (R$ 8,752 trilhões). Em março, estava em 66,8% (R$ 8,643 trilhões). Os dados foram divulgados nesta sexta-feira pelo Banco Central (BC). No fim de 2025, a dívida líquida estava em 65,2% do PIB. De acordo com o BC a variação mensal foi influenciada, principalmente, pelos impactos dos juros nominais apropriados (+0,7 p.p.), da valorização cambial de 4,4% no mês (0,5 p.p.), do superávit primário (-0,2 p.p.), dos demais ajustes da dívida externa líquida (-0,1 p.p.) e do efeito da variação do PIB nominal (-0,3 p.p.). No acumulado do ano, a dívida líquida aumentou 2,1 pontos percentuais do PIB, refletindo principalmente os efeitos dos juros nominais (+2,7 p.p.) e da valorização cambial acumulada de 9,3% (+1,0 p.p.). Já o superávit primário (-0,2 p.p.) e o crescimento do PIB nominal (-1,3 p.p.) atuaram para conter a elevação do indicador. Por sua vez, a dívida bruta dos governos no Brasil somou R$ 10,442 trilhões em abril, o equivalente a 80,4% do PIB. Em março, o indicador estava em 80% do PIB (R$ 10,356 trilhões). No fim de 2025, o indicador se situava em 78,6% do PIB. A trajetória da dívida no quarto mês de 2026 teve impacto principalmente da apropriação de juros nominais, que adicionou 0,9 ponto percentual (p.p.) ao indicador. Em sentido contrário, a valorização cambial e o crescimento do PIB nominal contribuíram para reduzir a relação dívida/PIB em 0,2 p.p. e 0,3 p.p., respectivamente. No acumulado do ano, a alta de 1,7 ponto percentual da dívida em relação ao PIB decorreu sobretudo da incorporação de juros nominais (+3,3 p.p.) e das emissões líquidas de dívida (+0,3 p.p.). Já o crescimento do PIB nominal (-1,5 p.p.) e a valorização cambial (-0,4 p.p.) atuaram para conter o avanço do indicador. — Foto: Steve Buissinne/Pixabay