O interesse pela importação de carros desmontados ou parcialmente montados no Brasil não é exclusivo das novas marcas chinesas. O aumento da concorrência e o peso da tributação sobre o setor tem levado outras empresas a considerar a adoção dos sistemas CKD e SKD.
Os exemplos recentes vêm dos grupos Renault, Stellantis e General Motors, que investem, respectivamente, na montagem de kits de carros da Geely, da Leapmotor e da Wuling (sob a marca Chevrolet) em fábricas instaladas no país.
Todos os modelos que estão sendo nacionalizados têm seus componentes produzidos na China. Em abril, estudo da consultoria Zag Work mostrou que a economia proporcionada pela integração de fornecedores e por custos menores nas áreas de pesquisa e desenvolvimento, vendas e administração aumenta a competitividade do país asiático.
"A discussão [sobre os sistemas CKD e SKD] começa a ficar atraente para fabricantes já instaladas no país, e isso ocorre principalmente na faixa de preço entre R$ 150 mil a R$ 300 mil, em que há maior rentabilidade e uma complexidade muito grande de tecnologias", diz Rogelio Golfarb, que foi vice-presidente da Ford na América do Sul e é o fundador da Zag Work. "A escala nessa faixa de preço caiu brutalmente por empresa e por produto."











