A taxa do DI com vencimento para janeiro de 2027 teve leve queda de 14,06%, do ajuste anterior, para 14,035% e a do DI de janeiro de 2031 anotou baixa de 14,34% a 14,265% Juros futuros recuam em dia de liquidez reduzida com jogo do Brasil — Foto: Gerd Altmann/Pixabay Os juros futuros fecharam em queda nesta segunda-feira (29), mantendo o mesmo movimento desde o período da manhã em meio a um volume baixo de negócios por conta do jogo da seleção brasileira na Copa do Mundo. Sem liquidez, as taxas apresentaram certa volatilidade na primeira hora de negociações, mas logo firmaram baixa e, assim, estenderam pela sexta sessão consecutiva o movimento de alívio que tem beneficiado a renda fixa desde o começo da semana passada. Ao fim do pregão, a taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento de janeiro de 2027 teve leve queda de 14,06%, do ajuste anterior, para 14,035%; a do DI de janeiro de 2028 recuou de 14,16% a 14,10%; a do DI de janeiro de 2029 cedia de 14,235% para 14,19% e a do DI de janeiro de 2031 anotava baixa de 14,34% a 14,265%. Ao se observar a quantidade de contratos negociados nos trechos mais movimentados da curva a termo nos últimos meses, os vencimentos de curto a médio prazo, nota-se que a renda fixa local não exibia um pregão de liquidez tão baixa desde 25 de maio, dia de feriado nos Estados Unidos que deixou o principal mercado do mundo fechado. “Hoje foi um clássico ‘não evento’ no Brasil, marcado principalmente pela baixa liquidez. Sempre que a seleção nacional joga uma partida da Copa do Mundo, o setor de varejo praticamente para, como se fosse um feriado, e boa parte dos participantes do mercado segue o exemplo. Com menos operadores diante das telas, o pregão foi tranquilo, após a volatilidade da semana passada”, descreve um integrante da tesouraria de um importante banco local, em condição de anonimato. No começo da sessão, as taxas até apresentaram alguma volatilidade, com os juros futuros abrindo o dia em alta e, após a primeira hora de negócios, firmando-se em queda. Participantes do mercado creditaram o movimento à pouca liquidez, mas também citaram novos resultados de pesquisas eleitorais que mostraram uma vantagem menor do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em relação ao principal candidato da oposição, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), em simulações de segundo turno das eleições presidenciais deste ano. “A pesquisa saiu mais cedo, mas o mercado ficou estressado [no início do pregão] talvez por uma realização [de lucros] de algum ‘player’. Mas quando caiu a ficha da pesquisa, o mercado melhorou”, diz um operador de renda fixa, referindo-se ao levantamento BTG/Nexus que mostrou uma diminuição da vantagem de Lula sobre Flávio, de 6 para 3 pontos percentuais. De qualquer forma, o mercado ignorou qualquer possível pressão vinda da alta dos preços do petróleo hoje e os juros futuros já acumulam o sexto pregão seguido de queda — com exceção da ponta longa da curva, que terminou em alta em um dos cinco pregões da semana passada. Mas, mesmo após o alívio recente, os títulos da renda fixa local seguem baratos em todos os vencimentos da curva a termo, segundo a equipe de estrategistas para América Latina do Deutsche Bank. Para eles, a precificação do mercado por uma Selic mais alta no próximo ano não deve ser confirmada pelo Banco Central, o que sugere que ainda há valor a ser capturado nas taxas. “Continuamos otimistas em relação aos títulos de renda fixa brasileiros, prevemos que sigam performando melhor que mercados pares e privilegiamos o segmento intermediário da curva, ante a expectativa de mais flexibilização (da Selic)”, dizem os estrategistas em relatório. O cenário-base do Deutsche Bank é que Selic seja cortada a 14% este ano, com o ciclo sendo retomado em 2027 para um juro básico de 11,75%. Embora vejam valor nos juros prefixados, os profissionais do banco alemão ponderam que uma descompressão relevante de prêmios pode vir apenas se o mercado “enxergar uma melhora na dinâmica da inflação doméstica, dos riscos de política monetária ou do cenário global”.
Juros futuros recuam em dia de liquidez reduzida com jogo do Brasil
A taxa do DI com vencimento para janeiro de 2027 teve leve queda de 14,06%, do ajuste anterior, para 14,035% e a do DI de janeiro de 2031 anotou baixa de 14,34% a 14,265%






