"IPO da oratória" pode soar estranho e distante. Mas Luis Fernando Câmara, 36, está habituado a sonhos estranhos e distantes. Dono de duas farmácias no interior de São Paulo, ele mandou mensagens para 50 bilionários. Queria se apresentar e pedir conselhos. Recebeu respostas de cinco deles.
Hoje, com cerca de 200 escolas e faturamento de R$ 200 milhões no ano passado, 130 mil alunos (que já passaram pelas unidades) e 2.400 empregos gerados, a Vox2You existe em um vácuo de mercado. Ele percebeu que os cursos existentes se limitavam a tirar o medo de falar em público. Câmara sabia ser mais do que isso.
Quando tinha 19 anos, em 2008, ele chegou à conclusão de que ser dono de farmácias em Cravinhos (370 km de São Paulo) era pouco. "Não havia como escalar. Daquele jeito, eu não conseguiria montar um negócio grande", lembra.
Na lista de bilionários existentes no país na época, viu que havia 70. Mandou mensagem para todos os que achou contato. Contou ter começado a vender sorvete aos 11, que era pequeno empreendedor, mas queria muito mais. Usou toda a lábia que depois seria a matéria-prima para o Vox2You.
"Cinco me receberam. O primeiro foi o Jorge Paulo Lemann. Teve o Flávio Augusto da Silva, o Carlos Wizard e a Luiza Helena Trajano. O Eike Batista, na época, era o brasileiro mais rico do mundo. Mandou um avião me buscar em Ribeirão Preto para encontrá-lo no Rio de Janeiro. Eu não sei quem foi o maluco que mostrou meu email para ele", afirma.









