O irmão mais velho, Emidio, fundou a Livraria Leitura em 1967. O caçula, Marcus Teles, entrou na empresa em 1979, como office boy. Tinha 13 anos. Galgou cargos até chegar a CEO em 2005. Sob sua gestão, a rede se consolidou como a maior do país, com 133 lojas físicas no final do ano passado e planos para mais dez até janeiro de 2027.
Dizendo estar sempre atento a cidades que podem receber unidades da rede, Teles defende modelo de premiação para os melhores gerentes. Eles ou elas podem se tornar sócios de novas unidades em regiões prioritárias para a administração.
Temos na lembrança o fechamento de grandes livrarias do país, como a Saraiva. A venda de livros está em queda no Brasil? Entre 2013 e 2023, caiu quase 20%, mas já recuperou nos últimos dois anos. Tivemos aumento de 6% [em 2025], mas estão incluídos livros de colorir. Tirando esses, cresceu 2%. O período é de recuperação. A Saraiva quis ser a Amazon do Brasil, vendendo com prejuízo, vivendo só de livro. A Amazon não vive só de livro, é uma porta de entrada. Todo mundo já sabia que a Saraiva ia acabar quebrando. Foi o que aconteceu. Ela estava perdendo dinheiro grande na internet, depois começou a vender produtos eletrônicos, mas não era competitiva. Não ganhava no preço e perdia caixa. Se você olhar o balanço da Saraiva antes de entrar em recuperação judicial, em 2018, ela dava prejuízo há mais de dez anos.












