A briga judicial entre o Paraná e a União em torno do Parque Nacional do Iguaçu, abrigo das famosas Cataratas do Iguaçu, ganhou mais um capítulo. O governo do Paraná entrou com uma ação na Justiça Federal para obrigar a União e o ICMBio (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade) a modificarem o edital de licitação que prevê a contratação da empresa responsável pelo tradicional Passeio do Macuco, cuja atração principal é o percurso de barco nas corredeiras do rio Iguaçu.
O Passeio do Macuco ocorre no Parque Nacional do Iguaçu em uma área que o Paraná defende ser de sua propriedade, não da União. A ação começou a tramitar em 18 de junho e o ICMBio disse à Folha na última sexta-feira (26) que ainda não foi notificado.
"O processo licitatório segue seu curso regular, observadas as disposições do edital e eventuais determinações judiciais que venham a ser proferidas pelas instâncias competentes", disse o instituto em nota à reportagem. O leilão na sede da B3, em São Paulo, está marcado para 12 de agosto.
A PGE (Procuradoria-Geral do Estado) do Paraná lembra na ação que, em fevereiro de 2025, o TRF-4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região) reconheceu que o estado é o titular de uma área de 1.085 hectares, o equivalente a cerca de 1.500 campos de futebol, às margens do rio Iguaçu, junto aos Saltos de Santa Maria. A área total do parque é de cerca de 170 mil hectares.






