Evento acontece no Palácio do Planalto; iniciativa é voltada pessoas que pagaram em dia pelo menos quatro parcelas de uma dívida de até R$ 15 mil 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 O presidente Lula e o ministro da Fazenda, Dario Durigan — Foto: Brenno Carvalho / Agência O Globo RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 29/06/2026 - 10:56 Lula lança Desenrola Adimplentes, mas Febraban não apoia programa de crédito O presidente Lula lançou o Desenrola Adimplentes, uma nova política de crédito para consumidores que mantêm as contas em dia, visando oferecer melhores condições para quem paga dívidas de até R$ 15 mil. Apesar da proposta, a Febraban não apoiará institucionalmente o programa, apontando baixo potencial de adesão dos bancos. O programa busca aliviar o custo do crédito para evitar que bons pagadores se tornem inadimplentes. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O presidente Luiz Inácio Lula da Silva lança nesta segunda-feira, em evento no Palácio do Planalto, o Desenrola Adimplentes, que vai oferecer juros de 1,99% ao mês para trabalhadores informais com dívidas em dia. Além disso, o governo anunciou uma linha de crédito para estudantes do Financiamento Estudantil (Fies) que estejam em dia com os pagamentos e queiram abrir um negócio. O anúncio faz parte do pacote de medidas e inaugurações que Lula quer viabilizar até 4 de julho. Depois dessa data, ocupantes de cargos públicos que vão disputar a eleição de outubro não podem participar desse tipo de evento. O principal critério para participar do programa é que o trabalhador informal tenha pago em dia pelo menos quatro parcelas de uma dívida de até R$ 15 mil. Também é exigido que não haja atraso superior a 90 dias nas parcelas. A colunista Miriam Leitão revelou que o programa não terá o apoio institucional da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), segundo interlocutores do setor. A federação, que auxiliou o governo no levantamento de dados para identificar o potencial do público elegível e apoiou o Novo Desenrola Brasil para inadimplentes, avalia que há baixo potencial de adesão por parte das instituições financeiras ao novo programa, que será lançado na manhã desta segunda-feira pelo governo federal. Sem o apoio institucional da Febraban, a participação no programa ficará a critério de cada banco, de acordo com sua política de crédito. A avaliação da equipe econômica é que os adimplentes também enfrentam dificuldades financeiras e podem se beneficiar da troca de dívidas mais caras por operações com custos menores. O novo programa representa uma ampliação da política iniciada com o Desenrola Brasil, lançado em 2023 para renegociar dívidas de consumidores inadimplentes. Agora, o governo pretende alcançar um grupo que ficou de fora das etapas anteriores e, ao mesmo tempo, responder às críticas de que os programas de renegociação acabavam contemplando apenas quem deixou de pagar suas contas. Nos últimos meses, integrantes da equipe econômica passaram a defender publicamente a criação de uma iniciativa voltada aos consumidores adimplentes. Em diferentes declarações, Durigan afirmou que o objetivo é evitar que pessoas com bom histórico de pagamento acabem migrando para a inadimplência em razão do elevado custo do crédito no país, especialmente trabalhadores informais.