A medida judicia é uma resposta ao impacto ambiental severo verificado na região: o barulho excessivo causou o desaparecimento de aves silvestres, como pássaros e tucanos 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Parque da Chacrinha, em Copacabana — Foto: Pedro Teixeira/13--3-2020 O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro confirmou a proibição de grandes eventos no Parque Estadual da Chacrinha, em Copacabana, Zona Sul da cidade. A decisão, que rejeitou recurso da prefeitura, veda festas com som amplificado, aglomerações e geração excessiva de lixo, práticas que violam o Plano de Manejo da unidade. A medida judicial, assinada pela desembargadora Renata Maria Nicolau Cabo, da Primeira Câmara de Direito Público do TJRJ, é uma resposta ao impacto ambiental severo verificado na região: o barulho excessivo causou o desaparecimento de aves silvestres, como pássaros e tucanos, que habitavam a área de Mata Atlântica. O Parque da Chacrinha é uma Unidade de Conservação de Proteção Integral. Isso significa que sua prioridade é a preservação do ecossistema e o lazer leve, como caminhadas, trilhas e atividades de educação ambiental. O Plano de Manejo do parque já proibia festas e churrascos, mas a omissão na fiscalização permitia abusos que agora estão na mira da Justiça. Em caso de descumprimento, o Município do Rio terá de pagar multa de R$ 100 mil por evento. O valor será revertido ao Fundo Estadual de Conservação Ambiental (FECAM), impedindo que o recurso retorne aos cofres da própria prefeitura infratora.