Prefeitura estuda retirar as grades do local para integrar espaço à região. Fechamento só seria retomado em dias de desfiles e outros eventos Arcos da Praça da Apoteose, onde terminam os desfiles das escolas de samba no Sambódromo do Rio — Foto: Márcia Foletto / Agência O Globo / 15-02-2023 RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 08/06/2026 - 22:13 Sambódromo do Rio se tornará espaço público aberto o ano inteiro A Prefeitura do Rio planeja abrir o Sambódromo ao público fora do Carnaval, integrando-o à região após a demolição do Elevado Trinta e Um de Março. A ideia é aproveitar a área durante o ano todo, com novas esplanadas e espaços para pedestres. O projeto prevê parcerias com a iniciativa privada para manutenção, inspirando-se em modelos internacionais de gestão urbana. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Com a aprovação pela Câmara Municipal do plano urbanístico do Praça Onze Maravilha no mês passado, uma das prioridades da prefeitura será desenhar um projeto que integre o Sambódromo a seu entorno de forma mais efetiva. A ideia é que, com a demolição do Elevado Trinta e Um de Março prevista no projeto, a Passarela do Samba fique aberta ao público quando não estiver sendo palco dos desfiles das escolas de samba e de outros eventos. Com a construção de um mergulhão, previsto para receber o trânsito do elevado (que hoje conecta o Túnel Santa Bárbara a bairros como Rio Comprido e Santo Cristo), surgirá uma nova esplanada ao lado das arquibancadas da Sapucaí. O prefeito Eduardo Cavaliere disse que a ideia é que essa área seja aproveitada o ano inteiro. Espaço para caminhar O arquiteto Rodrigo Azevedo, que dá consultoria à prefeitura neste projeto, explicou que, ao retirar as grades do entorno da Passarela, o frequentador poderá caminhar pela Sapucaí até a Benedito Hipólito, que será convertida em rua de pedestres. Neste caminho, de acordo com o projeto, haverá uma conexão com a Biblioteca dos Saberes, a ser construída no Terreirão do Samba, e a Igreja de Sant’Ana. — Com isso, a gente resgata o conceito que o ex-governador Leonel Brizola e Darcy Ribeiro imaginaram lá atrás, de um Sambódromo mais integrado à cidade. A estrutura original, que é tombada, será mantida. Mas vamos projetar novos espaços para restaurantes, sanitários e serviços, substituindo “puxadinhos” que foram construídos sob as arquibancadas — explicou Azevedo. Cavaliere acrescentou que o projeto aprovado também permite que a prefeitura faça parcerias com entidades da sociedade civil para a gestão de espaços públicos. A estratégia, que recebeu aqui o nome de Distrito de Desenvolvimento Econômico (DDE) — uma versão carioca dos Business Improvement Districts (BIDs) —, já foi adotada em Toronto, no Canadá, em Joanesburgo, na África do Sul, e em Nova York, nos Estados Unidos, onde a iniciativa privada assume a responsabilidade de fazer a manutenção de determinadas áreas. — O que poderia ajudar a acelerar isso seria regulamentar os BIDs por emenda à Constituição municipal — opinou o deputado federal Pedro Paulo (PSD-RJ). O Praça Onze Maravilha prevê, além da derrubada do elevado, novas vias, a Biblioteca dos Saberes e prédios residenciais. O projeto deve ser financiado por empresários que, em contrapartida, receberão benefícios para construir — acima do gabarito, por exemplo — nas zonas Sul e Norte.