De produtos temáticos e colecionáveis a campanhas de fidelização, ativações digitais e eventos presenciais, as marcas estão transformando a Copa do Mundo em negócios que devem render não só lucros imediatos, mas fazer conexão com consumidores para durar bem mais do que os cerca de 90 minutos de jogos do Brasil.

Empresas de diferentes segmentos —floricultura, alimentação, moda e produtos de limpeza— apostam alto no Mundial com produtos temáticos, e quem não investiu no evento pode peder dinheiro, segundo especialistas.

Entre os exemplos de itens estão rosas preservadas em embalagens inspiradas nas cores da seleção brasileira, cafés com identidade visual voltada à busca pelo hexa, coleções especiais de roupas e acessórios, água em embalagem da Copa e até uma esponja de cozinha criada a partir de um meme.

Para o especialista em marketing esportivo Ivan Martinho, professor da ESPM (Escola Superior de Propaganda e Marketing) e presidente da WSL (World Surf League) para a América Latina, o Mundial se consolidou como uma oportunidade comercial comparável a outras datas importantes do calendário do varejo, como Natal e Black Friday.

O desafio das empresas é encontrar formas de se destacar em meio à enorme quantidade de marcas que tentam 'colar' no assunto do momento. "Existe um universo gigantesco de marcas associadas de alguma forma ao projeto Copa do Mundo. Todo mundo querendo chamar mais atenção", diz Martinho. "O mais importante da Copa é menos aparecer e mais ser relevante."