Hong Myung-bo enfrenta crise dentro e fora de campo; polícia apura denúncias sobre sua contratação e monitora segurança no retorno ao país 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Hong Myung-bo em coletiva de imprensa durante a Copa do Mundo — Foto: Ulises RUIZ / AFP RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 29/06/2026 - 05:27 Crise no Futebol Sul-Coreano: Técnico Recebe Ameaças e Protestos Aumentam Após Eliminação na Copa A eliminação da Coreia do Sul na Copa do Mundo gerou uma crise que transcende o futebol, com o técnico Hong Myung-bo recebendo ameaças de morte nas redes sociais. A polícia investiga irregularidades em sua contratação, envolvendo dirigentes da Associação Coreana de Futebol. A tensão aumentou após um tribunal apontar ilegalidades na escolha de Hong. Protestos se intensificam, refletindo a decepção dos torcedores. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO A eliminação da Coreia do Sul na Copa do Mundo desencadeou uma crise que já ultrapassa os limites do futebol. O técnico Hong Myung-bo passou a ser alvo de ameaças de morte nas redes sociais, enquanto a polícia sul-coreana intensificou uma investigação sobre o processo que levou à sua contratação para comandar a seleção nacional. Segundo a Agência de Polícia Metropolitana de Seul, oito denúncias foram apresentadas relacionadas à nomeação de Hong. As autoridades afirmaram nesta segunda-feira que realizam análises jurídicas e outras diligências para apurar possíveis irregularidades envolvendo o presidente da Associação Coreana de Futebol (KFA), Chung Mong-gyu, e o diretor técnico da entidade, Lee Lim-saeng. A investigação teve início em julho de 2024, após uma denúncia acusar os dirigentes de obstrução de negócios e quebra de dever fiduciário durante o processo de escolha do treinador. O caso ganhou novo impulso neste ano, depois que o Tribunal Administrativo de Seul concluiu que a KFA conduziu de forma ilegal o processo de seleção de Hong Myung-bo como principal candidato ao cargo. A federação recorreu da decisão, que ainda não transitou em julgado. Enquanto responde ao avanço das investigações, Hong também enfrenta uma escalada de hostilidade por parte dos torcedores após a campanha decepcionante da Coreia do Sul na Copa do Mundo. No domingo, uma publicação em uma comunidade online afirmava: "Assumirei a responsabilidade e matarei Hong Myung-bo". O autor, que se identificou como um cidadão americano de 41 anos, escreveu que pretendia atacar o treinador no Aeroporto Internacional de Incheon, quando a delegação retornasse ao país. Diante da ameaça, a polícia informou que iniciou o rastreamento do responsável pela publicação e reforçará o esquema de segurança no aeroporto. Hong e outros oito jogadores têm chegada prevista para esta terça-feira. As autoridades também investigam outras mensagens violentas publicadas nas redes sociais. Além das ameaças, a revolta de parte da torcida passou a se manifestar em diferentes formas de protesto. Montagens ironizando o treinador circularam em fóruns e redes sociais após a eliminação. Uma das imagens mais compartilhadas mostra Hong orientando os jogadores a correrem em direções diferentes ao desembarcarem no aeroporto, em referência ao temor de reações da torcida. O descontentamento também chegou ao comércio. Um bar na cidade de Anyang colocou um aviso na entrada informando que Hong Myung-bo está proibido de entrar no estabelecimento. O proprietário afirmou à agência Yonhap que tomou a decisão após a derrota para a África do Sul na Copa do Mundo. — Fiquei muito irritado depois de assistir àquela partida. Acho que muitas pessoas, como eu, ficaram decepcionadas porque ele não demonstrou capacidade como treinador — afirmou. Outro restaurante, especializado em churrasco coreano, na cidade de Gimje, anunciou nas redes sociais que o técnico também está impedido de frequentar o local até segunda ordem.