Hong Myung-bo afirmou que deixou o país por questões de segurança, negou ter fugido das consequências da eliminação e se colocou à disposição para prestar esclarecimentos ao Parlamento 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 O ex-técnico Hong Myung-bo durante o desembarque da seleção da Coreia do Sul em meio ao protestos da torcida — Foto: JADE GAO / AFP RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 09/07/2026 - 10:27 Ex-técnico Hong Myung-bo quebra o silêncio após ameaças na Copa Após a eliminação da Coreia do Sul na Copa do Mundo, o ex-técnico Hong Myung-bo rompeu o silêncio, pedindo desculpas pelo desempenho e assumindo a responsabilidade. Ele revelou ter deixado o país por segurança, devido a ameaças de morte. Hong negou ter fugido das consequências e está disposto a prestar esclarecimentos ao Parlamento sobre a campanha e os desafios enfrentados. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Duas semanas após a eliminação da Coreia do Sul na fase de grupos da Copa do Mundo, Hong Myung-bo quebrou o silêncio. O ex-técnico da seleção pediu desculpas pelo desempenho, assumiu toda a responsabilidade pelo resultado e revelou que deixou o país após receber ameaças direcionadas a ele e à família. Hong renunciou ao cargo no dia 28 de junho, um dia depois da confirmação da queda sul-coreana no Mundial. A equipe terminou a primeira fase com apenas uma vitória em três partidas e se despediu após uma surpreendente derrota para a África do Sul. O resultado provocou forte reação no país. Torcedores e integrantes do governo passaram a cobrar mudanças profundas na seleção, enquanto o treinador se tornou o principal alvo das críticas. Em comunicado divulgado nesta quinta-feira, Hong pediu desculpas aos torcedores e reconheceu que não conseguiu alcançar os objetivos estabelecidos para a competição. — Peço sinceras desculpas a todos os cidadãos que amaram e apoiaram o futebol coreano. Falhei em alcançar os resultados que a nação esperava na Copa do Mundo — afirmou. O treinador também assumiu a responsabilidade pela eliminação. — Como técnico, aceito essa responsabilidade com muita seriedade e peço profundas desculpas mais uma vez — acrescentou. Hong explicou que permaneceu em silêncio nas duas semanas seguintes à despedida da Copa por considerar que deveria assumir sozinho o peso do resultado. — Acreditava que os resultados da seleção eram um fardo que eu, como treinador, precisava carregar. Por isso, não pude compartilhar minha posição com o público até agora — disse. Segundo o ex-técnico, a ausência de manifestações públicas abriu espaço para a divulgação de informações falsas e rumores sobre os bastidores da seleção. — Informações falsas começaram a ser divulgadas como se fossem fatos, e boatos não verificados foram adicionados à discussão — afirmou. A pressão aumentou depois que Hong foi visto deixando a Coreia do Sul em direção aos Estados Unidos. A viagem provocou críticas e foi interpretada por parte da opinião pública como uma tentativa de evitar as consequências da eliminação. O treinador negou a acusação. Segundo ele, a decisão foi motivada por ameaças de morte e pela necessidade de proteger os familiares. — Não foi uma decisão de fugir das consequências. Havia ameaças direcionadas a mim e à minha família, além de preocupações com a nossa segurança pessoal. Como chefe da família, eu precisava protegê-los — explicou. Brasil x Haiti: veja as fotos da partida pela Copa de 2026 1 de 26 Seleções do Brasil e Haiti se preparando para cantarem os seus hinos — Foto: ANGELA WEISS / AFP 2 de 26 Bola rolando para Brasil x Haiti — Foto: MAURO PIMENTEL / AFP X de 26 Publicidade 26 fotos 3 de 26 Foto aérea da seleção brasileira — Foto: Angela WEISS / AFP 4 de 26 Seleção haitiana posa para foto — Foto: Angela WEISS / AFP X de 26 Publicidade 5 de 26 Gabriel Magalhaes na partida contra o Haiti — Foto: Roberto SCHMIDT / AFP 6 de 26 O zagueiro haitiano Ricardo Ade e o atacante brasileiro Matheus Cunha disputam a bola — Foto: MAURO PIMENTEL / AFP X de 26 Publicidade 7 de 26 Raphinha, autor do primeiro gol que foi impedido — Foto: Roberto SCHMIDT / AFP 8 de 26 Vinicius Junior e Casemiro — Foto: Jewel SAMAD / AFP X de 26 Publicidade 9 de 26 Raphinha fez o primeiro gol, que acabou sendo impedido — Foto: Getty Images via AFP 10 de 26 Brasil x Haiti, pela segunda rodada da Copa do Mundo — Foto: Kevin C. Cox / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / Getty Images via AFP X de 26 Publicidade 11 de 26 Matheus Cunha comemora gol que abriu o placar contra o Haiti — Foto: ANGELA WEISS / AFP 12 de 26 Raphinha, do Brasil, no duelo com Haiti — Foto: ROBERTO SCHMIDT / AFP X de 26 Publicidade 13 de 26 Comemoração de gol de Matheus Cunha no jogo do Brasil contra o Haiti na Copa do Mundo — Foto: Dan Mullan / Getty Images via AFP 14 de 26 Atacante do Brasil faz partida abaixo nos primeiros minutos de jogo — Foto: ANGELA WEISS / AFP X de 26 Publicidade 15 de 26 Raphinha tem gol anulado em Brasil x Haiti pela Copa do Mundo 2026 — Foto: Dan Mullan / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / Getty Images via AFP 16 de 26 Comemoração de gol de Matheus Cunha no jogo do Brasil contra o Haiti na Copa do Mundo — Foto: Dan Mullan / Getty Images via AFP X de 26 Publicidade 17 de 26 Matheus Cunha faz segundo gol para o Brasil contra o Haiti — Foto: Mauro PIMENTEL / AFP 18 de 26 Seleção brasileira comemora gol sobre o Haiti na Copa do Mundo — Foto: Charly Triballeau / AFP X de 26 Publicidade 19 de 26 Matheus Cunha e Vinicius Junior — Foto: Roberto SCHMIDT / AFP 20 de 26 Raphinha é substituído por Rayan em Brasil x Haiti pela Copa do Mundo — Foto: Kevin C. Cox / Getty Images via AFP X de 26 Publicidade 21 de 26 Raphinha deixa o duelo entre Brasil x Haiti pela Copa do Mundo — Foto: Dan Mullan / Getty Images via AFP 22 de 26 Vinicius Junior comemora o terceiro gol da seleção — Foto: Angela WEISS / AFP X de 26 Publicidade 23 de 26 Vini e Paquetá comemoram gol em Brasil x Haiti na Copa do Mundo — Foto: Kevin C. Cox / Getty Images via AFP 24 de 26 Danilo salva bola em cima da linha em Brasil x Haiti pela Copa do Mundo 2026 — Foto: Angela WEISS / AFP X de 26 Publicidade 25 de 26 Endrick entra em campo pelo Brasil — Foto: Dan Mullan / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / Getty Images via AFP 26 de 26 Martinelli acerta o travessão em Brasil x Haiti — Foto: Angela Weiss / AFP X de 26 Publicidade A eliminação encerrou uma passagem marcada por forte pressão desde antes da Copa. Hong chegou ao Mundial questionado por parte da torcida e não conseguiu reduzir as críticas durante a competição. A derrota para a África do Sul, na última rodada, aumentou a indignação. A Coreia do Sul precisava de um resultado positivo para manter as chances de classificação, mas acabou eliminada ainda na primeira fase. A renúncia do treinador, anunciada no dia seguinte, não encerrou as cobranças. Parte da opinião pública passou a exigir mudanças também na estrutura da federação e explicações sobre o planejamento para o Mundial. A crise chegou ao cenário político. A possibilidade de uma audiência no Parlamento para discutir o desempenho da seleção e as decisões tomadas durante o ciclo passou a ser considerada no país. Hong afirmou que está disposto a comparecer caso seja convocado e considera o Parlamento o local adequado para apresentar sua versão sobre a campanha. — Se uma audiência parlamentar for realizada, acredito que essa seja a plataforma apropriada para explicar os resultados da Copa do Mundo. Assumirei total responsabilidade e apresentarei os fatos exatamente como os conheço — declarou.
Após ameaças de morte, ex-técnico da Coreia quebra silêncio: ‘Tive que proteger minha família’
Hong Myung-bo afirmou que deixou o país por questões de segurança, negou ter fugido das consequências da eliminação e se colocou à disposição para prestar esclarecimentos ao Parlamento






