Na última terça-feira (16/6), Flávio Bolsonaro apareceu nas redes sociais em um vídeo no qual lança o nome de Hélio Lopes ao Senado pelo estado 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Hélio Lopes e Flávio Bolsonaro — Foto: Reproduição RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 29/06/2026 - 05:57 Disputa ao Senado em Roraima: Apoio Bolsonaro Gera Conflito no PL A pré-candidatura de Hélio Lopes ao Senado por Roraima, apoiada pela família Bolsonaro, gerou descontentamento entre lideranças locais. A decisão, similar à tentativa de Carlos Bolsonaro em Santa Catarina, surpreendeu o diretório estadual do PL, que já tinha outro candidato. O deputado Nicoletti mantém sua pré-candidatura, e o cenário político em Roraima se complica com múltiplos interesses e alianças em jogo. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Confirmada após publicação de uma série de vídeos do presidente do PL, Valdemar Costa Neto, e dos irmãos Flávio e Eduardo Bolsonaro ao longo da última semana, a pré-candidatura do deputado Hélio Lopes (PL-RJ) ao Senado por Roraima atravessou os planos do diretório estadual. A situação é similar à de Santa Catarina no início do ano, quando a decisão de colocar o ex-vereador do Rio Carlos Bolsonaro na disputa de uma das vagas de senador frustrou o apoio pretendido pelo governador Jorginho Mello (PL) à campanha de reeleição de Esperidião Amin (PP). Na última terça-feira (16/6), o presidenciável do PL, senador Flávio Bolsonaro (RJ) apareceu nas redes sociais em um vídeo no qual lança o nome de Hélio Lopes ao Senado por Roraima. Na gravação, destaca que o parlamentar é alguém de "total confiança e fiel escudeiro” do ex-presidente Jair Bolsonaro. Em outro vídeo, o deputado cassado Eduardo Bolsonaro diz que o correligionário terá “conexão direta” com o irmão. O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, publicou um vídeo em tom semelhante, chamando a atenção para a proximidade entre Hélio e a família Bolsonaro. A escolha do deputado para a disputa partiu do próprio ex-presidente da República. — É muito importante o presidente da República ter uma base forte na Câmara e no Senado, e o Hélio vai fazer parte dessa tropa — diz Flávio. O plano de lançar o parlamentar à Casa já era público desde março, quando Hélio Lopes mudou o domicílio eleitoral do Rio de Janeiro para Roraima. Assim como aconteceu com Carlos Bolsonaro, a mudança foi mal recebida por lideranças locais. Em nota divulgada na época, o diretório estadual do PL disse ter sido surpreendido pela decisão e afirmou que o estado “exige representação” com “conhecimento de sua dinâmica política, social e econômica” e “vínculo efetivo” com a população. Em maio, o deputado Nicoletti anunciou a sua pré-candidatura ao Senado pelo PL, sigla a qual ele se filiou em março. Ele entrou no lugar que seria do ex-prefeito de Boa Vista Arthur Henrique (PL), que foi escolhido para disputar o governo do estado na eleição suplementar, convocada após a cassação da chapa de Antônio Denarium (Republicanos) e Edilson Damião (União Brasil), eleitos em 2022. Em entrevista à rádio Folha em maio, ele disse que não havia “tempo hábil”para Hélio Lopes construir uma candidatura. — Apesar da gente ter uma amizade e estar sempre junto lá em Brasília, fomos pegos de surpresa aqui na executiva estadual. Eu deixo isso para o Arthur Henrique, presidente estadual, e o Valdemar decidirem — disse o parlamentar. — O tempo está correndo. A gente está em maio, quase chegando junho. Ele não é de Roraima, não tem trabalho em Roraima, não se apresentou ainda como candidato oficial pela executiva nacional. Eu não vejo tempo hábil. Após a publicação dos vídeos de apoio a Lopes na última semana, Nicoletti manteve a pré-candidatura ao Senado, lembrando que ela já havia sido endossada por Valdemar. Ele afirmou ainda que a definição sobre a disputa à segunda vaga ao Senado “será conduzida com diálogo e responsabilidade” pelos diretórios nacional e estadual. Outro ponto de atrito é a pré-candidatura ao Senado de Tânia Ramos (União), ex-secretária estadual do Trabalho e Bem-Estar Social de Roraima , que tem o apoio do cunhado, o ex-governador Antônio Denarium. Ambos apoiaram a candidatura do presidente estadual do PL, Arthur Henrique, na eleição suplementar do último domingo. Eleito governador com 160.004 dos votos, ele teve quase a mesma quantidade obtida pelo principal apoiador, Denarium, em 2022. Em entrevista à rádio Folha BV nesta semana, Arthur Henrique, filiado ao PL desde outubro de 2025, se referiu ao quadro das pré-candidaturas ao Senado como um “quebra-cabeça”. Ele disse que Nicoletti foi “um grande parceiro” no pleito e que o deputado federal vai bem nas pesquisas para senador. — Ele foi muito importante dentro desse processo da eleição suplementar, porque tem uma base no interior muito forte (...) A participação do Nicoletti foi fundamental na minha campanha e será novamente em outubro. A gente vai levar toda essa demanda para Brasília — disse Arthur Henrique, que descreveu Hélio Lopes como “um grande parceiro do ex-presidente Bolsonaro, praticamente um irmão” , antes de acrescentar: — É um nome forte para vir disputar a eleição. Em seguida, o governador eleito disse que existe também a possibilidade de uma aliança com a federação União Brasil-PP. — Isso impediria três candidatos, porque a coligação em si só pode ter dois. Isso precisa ser discutido em Brasília. Não tenho como dizer quem é de fato o candidato lá (na federação). Mas eu sei que o Denarium quer lançar a Tânia e recebeu o meu apoio para isso. É um quebra-cabeça que vamos ter que construir até o final de julho. A situação é semelhante à ocorrida em Santa Catarina no início do ano, quando foi anunciado que Carlos Bolsonaro se mudaria para o estado para tentar uma vaga no Senado. A decisão esbarrou em um acordo prévio firmado pelo governador Jorginho Mello, que pretendia apoiar a deputada Carol de Toni (PL) e o senador Esperidião Amin (PP). Após o anúncio da entrada de Carlos na corrida, Carol de Toni ameaçou deixar o partido. No entanto, em maio deste ano, foi confirmado que o partido teria uma chapa puro-sangue no estado.