Pai de coordenador da campanha de Flávio, aliança do PT com Tebet e irmão de Malafaia no Rio são outros exemplos 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Luciano Bivar é suplente da candidatura de Humberto Costa — Foto: Reprodução RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 21/07/2026 - 22:46 Disputa por Suplências no Senado Movimenta Estratégias Políticas A disputa por suplências no Senado se intensifica com políticos buscando reabilitação e alianças estratégicas. Exemplos incluem Rogério Marinho, que colocou seu pai como suplente, e Samuel Malafaia, irmão de Silas Malafaia, como suplente de Carlos Portinho. Rogéria Bolsonaro é cotada como suplente de Márcio Canella, enquanto no campo de Lula, Luciano Bivar é escolhido por Humberto Costa. Em SP, há a tentativa do PT de indicar o suplente de Simone Tebet, sem acordo definido. Eduardo Bolsonaro, inelegível, tenta ser suplente de André do Prado. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO A disputa eleitoral para o Senado, marcada pelo empenho de Luiz Inácio Lula Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na construção de uma futura maioria, também ocorre em meio a uma corrida pelas vagas de suplentes e à tentativa de reabilitar políticos que enfrentam dificuldades para concorrer. Menos visado, o cargo muitas vezes ganha importância após a eleição. Em 2023, por exemplo, após Lula ser reeleito, quatro suplentes assumiram uma vaga no Senado porque o presidente escolheu senadores eleitos como ministros. Tradicionalmente os candidatos a senador escolhem como suplentes nomes que ampliem seu capital político ou que financiem suas campanhas. Neste ano, políticos que enfrentam dificuldades para se elegerem para uma vaga na Casa Alta optaram por disputar ao lado de outros nomes considerados mais viáveis eleitoralmente. O senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha de Flávio, articulou para que o seu pai, o ex-deputado estadual Valério Marinho (PL-RN), se tornasse suplente do pré-candidato Coronel Hélio (PL-RN). Apesar disso, Rogério Marinho diz que não há previsão de acordo para, em caso de vitória de Hélio, ele peça licença do mandato para o pai assumir a vaga. – Meu pai tem 86 anos. Dará suporte político à candidatura – declarou. Da mesma forma, o deputado estadual Samuel Malafaia (PL-RJ) foi escolhido como suplente do senador Carlos Portinho (PL-RJ), que vai tentar à reeleição. Samuel é irmão do pastor Silas Malafaia, da Assembleia de Deus Vitória em Cristo. A ideia é que Silas Malafaia, um dos principais aliados do bolsonarismo no meio evangélico, use a força que tem sobre o grupo religioso para impulsionar a candidatura de Portinho. O próprio Portinho originalmente era suplente de senador e tem ainda um perfil não testado nas urnas como titular. Ele se elegeu na chapa de Arolde de Oliveira (PSD-RJ), que morreu em 2020 de Covid. – Eu acredito que possa ajudar. Ele é menos conhecido (Portinho), mas um senador excelente. Meu mano pode dar uma ajuda nisso – disse Silas Malafaia. Outro exemplo dentro do bolsonarismo é a ex-vereadora Rogéria Bolsonaro (PL-RJ), mãe de Flávio e que chegou a ser apresentada como suplente do pré-candidato ao Senado Marcio Canella (União Brasil). Canella foi alvo de operação da Polícia Federal, que investigou suspeitas de lavagem de dinheiro. O pré-candidato nega irregularidades e o partido ainda não divulgou publicamente se vai retirar a pré-candidatura dele, mas, independente do cenário, a ideia é que Rogéria permaneça como suplente de uma das vagas da direita no Senado no Rio. No campo político do presidente Lula a estratégia é parecida. No caso do petista, no entanto, há também acenos para nomes fora da esquerda, como forma de ampliar o eleitorado. O senador Humberto Costa (PT-PE), por exemplo, escolheu o deputado Luciano Bivar (MDB-PE) como suplente. Bivar foi presidente do extinto PSL, partido pelo qual Jair Bolsonaro venceu a eleição presidencial de 2018. Ele rompeu com o ex-presidente após uma disputa por influência partidária e se aproximou de Lula durante o terceiro mandato presidencial do petista. Em São Paulo, a vaga de suplente também é alvo de cobiça e vista como uma forma de o PT reconquistar uma cadeira na Casa Legislativa, algo que não acontece desde 2015. Há uma tentativa do PT de indicar o suplente da ex-ministra do Planejamento Simone Tebet (PSB-SP), que pontua bem nas últimas pesquisas. Há uma expectativa que ela volte a ser ministra caso Lula seja reeleito e o partido exerça o mandato. Um dos nomes cotados é o de Laio Morais, advogado próximo do ex-ministro da Fazenda e pré-candidato a governador Fernando Haddad (PT). – O Laio está sendo apoiado por várias lideranças do partido e eu acho que é o nome mais viável. Natural que as suplências sejam negociadas dessa perspectiva de ampliação de espaços e votos – disse o advogado Marco Aurélio Carvalho, coordenador da campanha de Lula em São Paulo. Por outro lado, Simone Tebet nega que haja uma definição de acordo para que o PT indique sua suplência e disse que o cenário está aberto. – Não tem acordo para nada. Já o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que inicialmente tentaria uma vaga de titular na eleição para o Senado em São Paulo, recuou e deseja ser candidato a suplente do pré-candidato André do Prado (PL-SP), ex-presidente da Assembleia paulista. O filho do ex-presidente Jair Bolsonaro foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal por coação no processo da trama golpista e está inelegível, mas o PL de São Paulo não recuou de sua candidatura à suplência e planeja registrá-lo como candidato enquanto recorre da condenação.