Agenda no estado não foi alinhada com dirigentes e com o candidato ao governo pelo partido, Douglas Ruas; em Duque de Caxias, presidenciável esteve com o clã Reis 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Flávio Bolsonaro com a família Reis (Netinho, à esquerda, e Rosenverg, à direita) — Foto: Reprodução RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 13/07/2026 - 19:30 Flávio Bolsonaro causa tensão no PL com visita inesperada à família Reis Flávio Bolsonaro desagrada o PL do Rio ao visitar a família Reis, aliada de Eduardo Paes, sem avisar o partido ou Douglas Ruas, pré-candidato ao governo estadual. A visita ocorreu em Duque de Caxias, gerando tensão em meio à indefinição sobre o candidato do PL ao Senado, vaga ainda sem dono após a desistência de Cláudio Castro. As opções são Carlos Portinho e Carlos Jordy, enquanto a demora favorece Paes. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O presidenciável Flávio Bolsonaro irritou o PL do Rio nesta segunda-feira ao participar de uma agenda na Baixada Fluminense sem comunicar dirigentes estaduais nem o pré-candidato do partido ao Palácio Guanabara, Douglas Ruas. Em Duque de Caxias, o senador teve compromisso público ao lado da família Reis, que apoia Eduardo Paes (PSD) para o governo — a vice do ex-prefeito Washington Reis, Jane, é candidata a vice na chapa do carioca. Segundo maior colégio eleitoral do Rio, Duque de Caxias é governada por Netinho Reis, sobrinho de Washington e de Jane. No encontro, o filho de Jair Bolsonaro posou com o prefeito e outro integrante da família, o deputado estadual Rosenverg. O clã da Baixada dirige o MDB estadual. A insatisfação com a postura de Flávio se soma ao estresse pela demora dele para definir quem será o candidato do partido ao Senado. A vaga está sem dono desde que o ex-governador Cláudio Castro, inelegível por causa do caso Ceperj e alvo de operações relacionadas ao Banco Master e à Refit, desistiu de disputar. Integrantes do PL têm alimentado a tese de que Flávio adia a escolha porque estaria guardando o posto como plano B caso desista de encarar a eleição presidencial, conforme informou o blog de Bela Megale. Nesse cenário, ele disputaria a reeleição no estado. A chapa da direita no estado também enfrenta indefinição na outra vaga ao Senado desde que o ex-prefeito de Belford Roxo, Márcio Canella (União Brasil) foi alvo de operação da Polícia Federal. Canella foi preso por porte ilegal de um fuzil, mas acabou solto na última sexta-feira, por decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Hoje, as duas opções que tentam se viabilizar são o senador Carlos Portinho — eleito suplente em 2018 ao lado de Arolde de Oliveira, morto na pandemia — e o deputado federal Carlos Jordy. Ao longo das últimas semanas, o favoritismo variou. Começou com Jordy, mas passou para Portinho, cujo perfil é considerado mais compatível com a necessidade de buscar votos que não sejam apenas do bolsonarismo raiz. Um consenso entre integrantes desses partidos é que a demora favorece Eduardo Paes. Os candidatos dele ao Senado são Pedro Paulo, do próprio PSD, e Benedita da Silva, do PT.