Ainda não tem vice na chapa, presidente da Alerj busca de desvencilhar de ex-correligionário; ele também saudou Flávio por pedir desculpas à Michelle 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Bruno Bonetti com o Flávio Bolsonaro no celular, e depois com a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, na convenção do PL do Rio — Foto: Reprodução/Instagram do PL-Rio RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 24/07/2026 - 11:29 Douglas Ruas é Candidato ao Governo do Rio pelo PL e Critica Castro Douglas Ruas foi oficializado como candidato ao governo do Rio pelo PL, criticando o governo Castro e associando Eduardo Paes a Lula. Ruas busca desvincular-se de Castro, mencionando problemas na educação, segurança e economia. A chapa ainda não tem vice, após a desistência de Rogério Lisboa. O PL enfrenta desafios na formação de alianças, especialmente com União-PP e Republicanos. Ruas, presidente da Alerj e ex-secretário do governo Castro, é filho do prefeito de São Gonçalo e considerado promissor no partido. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O PL oficializou nesta sexta-feira, em convenção partidária, a candidatura do presidente da Assembleia Legislativa do Rio, Douglas Ruas, ao governo do estado. Ainda não há, contudo, a definição de quem será o vice da chapa. O posto ficou livre após o ex-prefeito de Nova Iguaçu Rogério Lisboa (PP) desistir. Aliado do presidenciável Flávio Bolsonaro, Ruas enfrentará na eleição fluminense o favoritismo do ex-prefeito Eduardo Paes (PSD), que lidera as pesquisas. A despeito de ter sido secretário no governo Cláudio Castro, Ruas criticou os "indicadores pífios na área de Educação", a situação da segurança pública e os números de emprego e renda. Também nacionalizou o discurso ao abordar a candidatura de Paes, apoiado pelo presidente Lula. — Não queremos o candidato do PT à frente do estado do Rio de Janeiro. As pessoas não aguentam mais. Foram quatro anos de desmanche. O crime organizado avançou, restringiram a atuação da Polícia Militar e da Polícia Civil — alegou. Em outro momento de menção ao jogo nacional, saudou o gesto de Flávio de pedir desculpas à ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, de quem é enteado. Ambos participaram da cerimônia por ligação. Diante da dificuldade do partido em confirmar uma aliança com outras siglas de peso no Rio, também há uma vaga para o Senado pendente. A outra é de Carlos Portinho, do próprio PL, que foi oficializado no evento partidário. — É fundamental conseguirmos ter a maior bancada não só no Senado, mas também na Câmara — afirmou Portinho, que já é senador e tentará a reeleição. Apesar de o partido ter comandado o Rio nos últimos anos, Flávio Bolsonaro disse, em ligação, que o estado está "sequestrado". — Grande abraço à seleção que está aí para resgatar o Rio de Janeiro, que hoje está sequestrado por narcoterroristas e pessoas que só pensam a todo momento em projetos de poder — afirmou. Assim como Douglas Ruas, o presidenciável fez questão de associar Paes ao presidente Lula: — Não podemos permitir que se crie um ‘bunker’ do PT no Rio de Janeiro. Impasse na chapa As incertezas na aliança aumentaram com o provável desembarque da federação União-PP. No início da semana, depois que Rogério Lisboa anunciou a saída, havia no partido do presidenciável Flávio Bolsonaro a expectativa de chegar à convenção com outro desenho definido, mas não foi o que aconteceu. Além da tendência de neutralidade da federação, que se dá em alinhamento com a recente posição nacional dos partidos, outra legenda cobiçada, o Republicanos, anunciou a candidatura do ex-governador Anthony Garotinho. Embora o União Brasil mantenha a candidatura do ex-prefeito de Belford Roxo Márcio Canella ao Senado, o cenário é complexo. Preso em flagrante com um fuzil durante operação contra suposta lavagem de dinheiro por meio de postos de combustível, Canella passou a ser considerado inviável pelo PL, mas agora está livre da tornozeleira eletrônica após nova decisão do ministro Alexandre de Moraes. Ao mesmo tempo, como a federação União-PP caminha para ficar neutra na disputa, ele não entraria oficialmente na chapa se a tendência for confirmada. O que ainda alimenta a esperança no PL é o fato de a federação ser comandada no Rio pelo presidente nacional do União, Antonio Rueda, pernambucano que mudou o domicílio eleitoral para o estado e será candidato a deputado federal — tendo Canella como principal cabo. Partiu do PP o movimento mais brusco de deixar a chapa de Ruas no estado. Com as incertezas, a convenção foi protocolar, com falas breves e pouca festa. O partido planeja um evento maior em agosto, quando tiver saído desse período de baques políticos, que incluiu ainda as operações da Polícia Federal contra Cláudio Castro e derrotas na Justiça em relação ao processo de sucessão — o PL esperava que Ruas, uma vez eleito presidente da Alerj, virasse governador interino, mas o Supremo Tribunal Federal (STF) vem mantendo o desembargador Ricardo Couto. Quem é Douglas Ruas Aos 37 anos, Ruas é filho do prefeito de São Gonçalo, Capitão Nelson (PL). É considerado um quadro promissor do grupo político capitaneado pelo presidente estadual do partido, o deputado federal Altineu Côrtes. Deputado estadual de segundo mandato, foi eleito presidente da Alerj em abril. Antes, comandou a Secretaria de Cidades no governo Cláudio Castro. A candidatura ao Palácio Guanabara é uma jogada de risco. Caso perca, Ruas tende a ficar quatro anos sem mandato eletivo. Isso porque ele não poderia concorrer à prefeitura de São Gonçalo daqui a dois anos, já que o pai está à frente da cidade e as normas sobre nepotismo proíbem que um filho dispute o mesmo cargo.
Ruas critica governo Castro, do qual foi secretário, e busca colar Paes em Lula ao ser oficializado candidato do PL no Rio
Ainda não tem vice na chapa, presidente da Alerj busca de desvencilhar de ex-correligionário; ele também saudou Flávio por pedir desculpas à Michelle










