Inaugurado pela gestão do prefeito Ricardo Nunes (MDB) em abril do ano passado, o centro para crianças e adolescentes com transtorno do espectro autista descumpriu metas de atendimentos individuais.
O equipamento operou também com equipes abaixo da carga horária prevista em contrato em diferentes meses.
As falhas constam em relatórios elaborados pela organização contratada pela prefeitura para monitorar a execução dos serviços no Centro TEA (sigla para transtorno do espectro autista), localizado na zona norte da cidade. Essa é a primeira iniciativa do gênero na capital paulista, e tem sido anunciada como marco da atual gestão.
Conforme os documentos obtidos pela Folha, a organização social Lar Mãe do Divino Amor, responsável pela gestão do endereço, realizou, em média, 26,6%, das sessões individuais previstas em contrato de outubro de 2025 a março de 2026, período em que as avaliações foram feitas pela FGV (Fundação Getulio Vargas), contratada pela prefeitura como verificadora independente. O período corresponde a metade do tempo de funcionamento do equipamento.
A gestão do prefeito Ricardo Nunes (MDB) diz que dados são preliminares e cita mais de 300 mil acompanhamentos no Centro TEA. Procurada, a organização social não comentou e orientou a reportagem a procurar a prefeitura.








