Levantamento cruzou informações de acessos a sistemas eletrônicos e entrada nos prédios públicos 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Palácio Guanabara — Foto: Rogério Santana/18-5-2021 RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 26/06/2026 - 20:21 Auditoria no RJ revela 80% de funcionários fantasmas em secretarias Uma auditoria do governo do Rio de Janeiro revelou que até 80% dos funcionários de algumas secretarias eram fantasmas, recebendo sem trabalhar. A investigação, conduzida pela CGE e GSI, identificou irregularidades em secretarias como Trabalho e Renda, Esporte e Lazer, e Turismo. A medida já resultou na exoneração de mais de quatro mil comissionados, gerando uma economia mensal de R$ 16,7 milhões. As auditorias serão ampliadas para outros órgãos estaduais. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Uma auditoria da Controladoria Geral do Estado (CGE) e do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) do governo do Rio aponta que secretarias tinham até 80%de funcionários fantasmas lotados nos gabinetes do Palácio Guanabara. Segundo o RJ2, 78% dos comissionados na secretaria de Trabalho e Renda não trabalhavam. O mesmo acontecia nas pastas de Esporte e Lazer, com 75% de pessoas que recebiam sem trabalhar e no Turismo, onde 73% seriam fantasmas. O levantamento mostra ainda outras quatro estruturas do governo estadual onde mais da metade das pessoas eram pagas e não trabalhavam: Ciência e Tecnologia (65%), Agricultura (65%) Assistência Social (59%) e Casa Civil (58%). Ainda foram cortados 46% dos funcionários da secretaria estadual de Saúde pelas mesmas suspeitas. De acordo com a reportagem, os auditores cruzaram informações de registros de acesso aos sistemas eletrônicos do governo e dos prédios onde era lotado. Se não houvesse quaisquer registros, o funcionário foi considerado fantasma e exonerado. A auditoria, segundo o RJ2, atingiu apenas 20 órgãos da estrutura estadual e as demissões nessas pastas vão gerar uma economia de R$ 16,7 milhões por mês. O governador interino Ricardo Couto assumiu a chefia do poder executivo no fim de março, após renúncia de Cláudio Castro (PL). Desde então, determinou uma devassa nos contratos e nomeações das pastas. Desde 24 de março, mais de quatro mil comissionados foram exonerados. Com essas demissões, o estado deixará de pagar R$ 230 milhões até o fim do ano. Segundo o governo do Rio, as auditorias seguem e serão ampliadas a outros órgãos nas próximas semanas. Os trabalhos são conduzidos por uma equipe técnica reforçada de servidores cedidos pelo Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ) e pelo Tribunal de Contas do Município do Rio de Janeiro (TCM-RJ).
Auditoria do governo do Rio mostra secretarias com até 80% de fantasmas
Levantamento cruzou informações de acessos a sistemas eletrônicos e entrada nos prédios públicos
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