Após três dias de intensa troca de ataques, que levaram o acordo de cessar-fogo à beira do colapso, EUA e Irã concordaram no domingo em encerrar as hostilidades, segundo agência Navios de carga no Golfo Pérsico , perto do Estreito de Ormuz, vistos do norte de Ras al-Khaimah, próximo à fronteira com a região administrativa de Musandam, em Omã , em meio ao conflito entre os EUA e Israel com o Irã, nos Emirados Árabes Unidos, 11 de março de 2026 — Foto: REUTERS/Stringer/Foto de Arquivo Um helicóptero da petrolífera saudita Saudi Aramco caiu em um porto do Golfo ontem, dois dias depois de a Arábia Saudita ter retomado o fluxo de petróleo pelo Estreito de Ormuz e enquanto o Irã e os EUA trocavam ataques, na mais grave onda de ameaça desde que firmaram um cessar-fogo duas semanas atrás. O Ministério da Energia saudita informou que 14 pessoas morreram no acidente, que ocorreu às 6 horas, horário local (meio-dia em Brasília), no porto de Ras Tanura. Todas as vítimas eram cidadãos sauditas, segundo o ministério. Não foram divulgados mais detalhes sobre o incidente, mas “as autoridades competentes iniciaram uma investigação completa para determinar a causa do acidente”, afirmou o ministério em um comunicado divulgado pela agência de notícias estatal do país. O terminal de Ras Tanura, que abriga a maior refinaria da Arábia Saudita, já havia sido alvo de ataques quando o Irã mirou na infraestrutura energética do Golfo, após os EUA e Israel lançarem ataques contra a república islâmica há quatro meses, em 28 de fevereiro. Após três dias de intensa troca de ataques, que levaram o acordo de cessar-fogo à beira do colapso, EUA e Irã concordaram ontem à noite em encerrar as hostilidades, segundo reportagem do serviço noticioso Axios, que citou declarações de um alto funcionário americano. Segundo a Axios, as duas partes preveem se reunir amanhã em Doha, capital do Catar, para resolver a disputa sobre Ormuz, um corredor fundamental para o transporte de petróleo da região. Analistas afirmaram nos últimos dias que o texto vago do acordo de cessar-fogo de 14 pontos — o chamado “Memorando de Entendimento” abre espaço para interpretações distintas sobre vários itens do pacto. Um desses pontos pouco claros diz repeito a Ormuz, cujo controle da navegação é reivindicado pelo Irã. Um ataque iraniano com drones a um navio comercial na passagem, na quinta-feira, abriu a recente onda de hostilidades. Os EUA reponderam bombardeando bases de radares e de mísseis iraniano, que contra-atacou disparando contra bases americanas no Kuwait e no Bahrein. “É bem possível que eles nunca aprendam!”, escreveu Trump em sua conta no Truth Social no sábado à noite. “Pode chegar um momento em que não seremos mais capazes de ser razoáveis ??e seremos forçados a concluir militarmente o trabalho que começamos com tanto sucesso. Se isso acontecer, a República Islâmica do Irã deixará de existir!”