Aprofundamento do conflito no Oriente Médio ameaça tentativas de cessar-fogo e mais uma vez eleva as tensões a cerca de um conflito de alta-intensidade Imagens divulgadas pelo Comando Central dos EUA em 11 de junho mostram nova onda de ataques contra o Irã — Foto: Divulgação/Comando Central dos EUA/AFP RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 11/06/2026 - 09:44 EUA Bombardeiam Petroleiro no Golfo e Irã Fecha Estreito de Ormuz Os EUA bombardearam um terceiro petroleiro no Golfo Pérsico, aumentando as tensões com o Irã após a derrubada de um helicóptero americano. Três marinheiros indianos morreram nos ataques. A Índia protestou formalmente, enquanto países como China, Rússia e Arábia Saudita pedem contenção. O Irã fechou o Estreito de Ormuz, aumentando a instabilidade na região. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO As Forças Armadas dos EUA confirmaram nesta quinta-feira que bombardearam um terceiro navio-petroleiro no Golfo Pérsico, por supostamente tentar furar o bloqueio americano a portos iranianos, aumentando ainda mais a tensão em toda a região desde o abate de um helicóptero Apache pelas forças de Teerã. Três marinheiros de nacionalidade indiana morreram em decorrência dos ataques americanos às embarcações civis, em meio à mais recente troca de hostilidades. Fontes afirmaram que os países rivais estão promovendo esforços em reservado para um acordo provisório, embora a liderança iraniana tenha advertido em público que o frágil cessar-fogo vigente se tornou "praticamente irrelevante" diante das novas hostilidades, e decretou o fechamento total do Estreito de Ormuz. Em um comunicado nesta quinta, o Comando Central dos EUA (Centcom) confirmou ter realizado um ataque contra o petroleiro Jalveer, de bandeira de Guiné-Bissau, acusando uma tentativa de cruzar o Golfo de Omã com petróleo iraniano. A confirmação veio pouco depois do Ministério das Relações Exteriores da Índia acusar os EUA de atacarem a embarcação, a terceira com tripulação indiana a ser alvejada nos últimos dias. Além do Jalveer, foram atingidos os cargueiros Marivex e Settebello — este último, onde três tripulantes foram mortos. Délhi convocou o vice-chefe da missão da Embaixada dos EUA na capital indiana para apresentar um "forte protesto" pelo ataque que vitimou os trabalhadores. A Marinha Mercante indiana descreveu as mortes dos nacionais indianos como uma "perda irreparável". A retomada dos ataques cruzados entre EUA e Irã e a confirmação de dano entre civis de países alheios ao conflito provocaram uma forte reação de atores internacionais, que pediram contenção. A China revelou "sérias preocupações" com a recente escalada, enquanto Rússia e Turquia pediram para que os dois países retomassem os esforços de paz. No mesmo sentido, a Arábia Saudita pediu uma desescalada e a volta do diálogo intermediado por Catar e Paquistão. Um porta-voz da diplomacia paquistanesa, no entanto, deu uma declaração afirmando ser "difícil permanecer otimista" diante das agressões renovadas. A trégua entre Washington e Teerã, que foi desrespeitada em diversos momentos ao longo dos últimos meses, foi quebrada pela última vez na terça-feira, quando a Casa Branca acusou os militares iranianos de derrubarem um helicóptero americano perto da costa de Omã. Em resposta, o Pentágono autorizou disparos contra o território iraniano, que danificaram infraestruturas civis, incluindo centrais do sistema de abastecimento de água, que afetaram 200 mil pessoas. O Irã retaliou com ataques contra posições americanas em países do Golfo, que a liderança em Teerã já havia afirmado considerar alvos legítimos em meio às hostilidades. A Guarda Revolucionária do Irã disse ter atingido alvos na Jordânia e no Bahrein, além de ter disparado contra posições no Kuwait. As autoridades do regime deram declarações em tom combativo nesta quinta. O Ministério das Relações Exteriores do Irã emitiu um comunicado nesta quinta-feira afirmando que o cessar-fogo com os EUA se tornava "praticamente irrelevante" considerando os últimos fatos, enquanto a Autoridade do Estreito do Golfo Pérsico — agência criada pelo regime iraniano no intuito de supervisionar o Estreito de Ormuz — afirmou que o tráfego pela via marítima ficaria completamente bloqueado até nova ordem. "Devido às tensões provocadas pela agressão das forças americanas na região e ao anúncio feito na noite de ontem pelas Forças Armadas iranianas, o Estreito de Ormuz permanecerá fechado até nova ordem", anunciou a agência, que anteriormente havia aberto a possibilidade de tráfego de navios, desde que em coordenação com Teerã. *Matéria em atualização
EUA atacam 3º petroleiro no Golfo em meio a escalada com o Irã, em ações que mataram três marinheiros da Índia
Aprofundamento do conflito no Oriente Médio ameaça tentativas de cessar-fogo e mais uma vez eleva as tensões a cerca de um conflito de alta-intensidade















