A fila do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) caiu pelo quarto mês seguido e chegou nesta quinta-feira (25) a 1,9 milhão de pedidos, segundo antecipou à Folha a nova presidente do órgão, Ana Cristina Silveira. É o mais baixo patamar desde outubro de 2024.

Em sua primeira entrevista desde que assumiu o cargo, em abril, ela disse esperar que o estoque de requerimentos em espera siga em queda gradual nos próximos meses e afirmou que o governo busca ferramentas para tornar a regularização mais duradoura.

Esse deve ser um dos principais desafios dela à frente do órgão, que nos últimos anos impôs aos segurados oscilações significativas no tempo de espera por um benefício e no tamanho da fila —variações que acompanharam o ciclo político.

Após a digitalização dos serviços do INSS, a fila teve um de seus picos em 2021, terceiro ano de gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que determinou a aceleração das concessões ao longo de 2022, ano eleitoral.

Já o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se elegeu com a promessa de pôr fim à espera dos segurados, mas seu governo exibiu sucessivos recordes na fila após decidir segurar concessões e suspender temporariamente a análise de benefícios assistenciais. Em 2026, novamente ano eleitoral, o petista trocou o comando do INSS e ordenou a intensificação das concessões.