Os pesquisadores, especializados em analisar o papel das mudanças climáticas causadas pela atividade humana em eventos meteorológicos extremos, concluíram que as temperaturas excepcionalmente elevadas registradas durante o dia e a noite teriam sido “praticamente impossíveis” nesta época do ano em 1976, outro período marcado por calor intenso.
Segundo os cálculos dos especialistas, uma onda de calor semelhante ocorrida naquela época teria sido 3,5°C mais amena durante o dia e 2,4°C mais fria durante a noite.
“Concluímos que, nos últimos 50 anos, período em que o planeta aqueceu 1,1°C, a probabilidade de uma onda de calor como esta aumentou muito”, afirmou Theodore Keeping, do Imperial College London e um dos autores do estudo. “Este evento não teria sido possível em junho sem as mudanças climáticas”, acrescentou durante uma entrevista coletiva.
A Europa Ocidental enfrenta temperaturas extremas há mais de uma semana devido a um fenômeno conhecido como “bloqueio ômega”, nome inspirado no formato que lembra a letra grega Ω. O termo “bloqueio” refere-se ao fato de que essa área de alta pressão permanece praticamente estacionária.
Em condições normais, a corrente de jato transporta continuamente os sistemas meteorológicos de oeste para leste. Durante um bloqueio ômega, porém, esse fluxo é interrompido e pode desviar-se significativamente para o norte e para o sul, isolando os sistemas de pressão.












