A comissária-chefe da polícia de Hong Kong, Lai Kai-ying, está nas alturas. A cerca de 390 quilômetros acima da Terra, a especialista em cargas úteis, de 43 anos, orbita a Terra 16 vezes por dia, juntamente com dois colegas astronautas da República Popular da China.

A estação espacial tripulada Tiangong ("Palácio celestial"), em órbita há quase cinco anos, é um laboratório único de microgravidade para experimentos científicos destinados a fornecer uma compreensão mais profunda do futuro da humanidade.

Assim como na chamada corrida espacial das décadas de 1950 e 1960, nos dias de hoje a indústria aeroespacial também se configura como uma competição ideológica. Países que já lançam foguetes ao espaço com sucesso demonstram não apenas sua competência técnica, mas também sua força econômica e a superioridade de seus sistemas.

Em vez da União Soviéticanos tempos da Guerra Fria, no século 21 o concorrente dos Estados Unidos é a China comunista. Em 2032, quando a Estação Espacial Internacional (ISS) for desativada, a China será o único país a operar uma estação orbital permanentemente ocupada.

China domina a pesquisa de ponta