Projeto de unidade de conservação segue em fase de participação pública 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Caso vire realidade, a nova reserva marinha abrangerá quatro ilhas e cinco praias da Zona Sudoeste — Foto: Divulgação RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 26/06/2026 - 17:48 Projeto de RDS Marinha Urupirá avança com foco em preservação e participação social O projeto para criação da Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) Marinha Urupirá avança, visando proteger 3 mil hectares entre Barra de Guaratiba e Recreio. Em fase de participação pública, a unidade busca conciliar preservação ambiental com atividades tradicionais das comunidades locais. A proposta destaca a importância da participação social e prevê a criação de um conselho gestor para definir regras de uso e gestão. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO A proposta de criação de uma nova unidade de conservação marinha na Zona Sudoeste avançou mais uma etapa. Em reunião pública realizada no último dia 17, representantes do poder público, pesquisadores, comunidades tradicionais e organizações da sociedade civil discutiram a implantação da Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) Marinha Urupirá, área que poderá proteger aproximadamente três mil hectares entre a Ilhota do Frade, em Barra de Guaratiba, e o Pontal do Recreio. Ainda em fase de construção, a reserva surge com a proposta de conciliar preservação ambiental e manutenção das atividades tradicionais ligadas ao território, especialmente aquelas desenvolvidas por populações que dependem diretamente dos recursos marinhos. — A participação social é um princípio fundamental no processo de criação de qualquer unidade de conservação. Somando-se a outros encontros realizados, esta segunda oitiva amplia o diálogo com os diferentes setores envolvidos, permitindo que mais pessoas conheçam a proposta, tirem dúvidas e contribuam para o aperfeiçoamento da futura reserva — afirma a diretora de Biodiversidade, Áreas Protegidas e Ecossistemas do Instituto Estadual do Ambiente (Inea), Julia Bochner. Diferentemente de modelos mais restritivos de proteção ambiental, a categoria de Reserva de Desenvolvimento Sustentável permite o uso dos recursos naturais mediante regras definidas coletivamente. O modelo busca preservar a natureza ao mesmo tempo em que promove melhores condições de vida para populações tradicionais, reconhecendo e valorizando conhecimentos historicamente associados ao manejo ambiental desses territórios. Nesse tipo de unidade de conservação, a visitação também pode ser estimulada, desde que esteja alinhada aos interesses das comunidades locais e às diretrizes estabelecidas no Plano de Manejo, documento que define as formas de uso, proteção e gestão da área. Embora a posse do território permaneça pública, existem regras específicas para regulamentar o uso das áreas ocupadas pelas populações tradicionais. A ideia é que moradores e usuários tradicionais participem da elaboração das diretrizes de manejo e ocupem espaço na tomada de decisões sobre o futuro da área. Segundo o governo estadual, a região escolhida reúne ecossistemas considerados estratégicos para conservação da biodiversidade marinha e costeira e foi definida com base em estudos técnicos e dados ambientais já existentes. Entre os objetivos da proposta estão proteger espécies e habitats sensíveis e fortalecer formas sustentáveis de uso do território. A segunda oitiva — sessão de escuta e depoimento — pública integrou uma etapa de escuta da população antes da abertura formal da consulta pública, procedimento obrigatório para a criação oficial da unidade. Durante os encontros, participantes podem apresentar sugestões, questionamentos e contribuições para ajustes na proposta. Outro ponto previsto no modelo em discussão é a criação de um conselho gestor deliberativo, formado por representantes do poder público e da sociedade civil. O grupo teria papel central na definição das regras futuras da reserva. O nome sugerido para a unidade, Urupirá, tem origem indígena e remete à antiga Ilha de Palmas de Guaratiba. O termo significa “cesto de peixe”, referência histórica à abundância de recursos marinhos na região. O avanço da discussão sobre a criação da RDS Marinha Urupirá acontece em um momento em que outros debates sobre conservação ambiental também mobilizam moradores e organizações da cidade. Domingo (28) integrantes da sociedade civil realizaram uma trilha na região de Jacarepaguá para defender a criação do chamado Corredor Azul, proposta de unidade de conservação na vertente Oeste do Maciço da Tijuca. Organizada pela Associação de Moradores e Amigos da Freguesia (Amaf), a atividade integra a campanha “Floresta em pé Jacarepaguá” e busca reforçar o pedido para que a prefeitura oficialize, por decreto, a criação da área protegida. A expectativa dos organizadores é reunir cerca de cem participantes em percurso que inclui o Morro da Pedra do Urubu e a cachoeira do Rio Papagaio. De acordo com a associação, o objetivo é ampliar o debate público sobre conservação ambiental e acompanhar compromissos já anunciados pelo município em relação ao tema.
Projeto de proteção marinha avança e prevê nova reserva de 3 mil hectares entre Barra de Guaratiba e Recreio
Projeto de unidade de conservação segue em fase de participação pública
RDS Marinha Urupirá avança para proteger 3 mil hectares entre Barra de Guaratiba e Recreio, unindo preservação com atividades tradicionais locais. Modelo de governance participativa reflete tendência ESG que orienta políticas de sustentabilidade em empresas tech.






