PUBLICIDADE Unidade de conservação abrange Barra, Jacarepaguá e Itanhangá e terá plano de manejo 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Decreto assinado pelo prefeito Eduardo Cavaliere criou a Área de Proteção Ambiental (APA) em Jacarepaguá — Foto: Divulgação/José Wilson Sussu RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 03/07/2026 - 18:13 Rio cria APA para preservar lagoas e combater mudanças climáticas A Prefeitura do Rio criou a Área de Proteção Ambiental (APA) das Lagoas de Jacarepaguá, protegendo mais de mil hectares na Zona Oeste, incluindo Barra e Itanhangá. A medida visa preservar ecossistemas, fauna, flora e recursos hídricos, além de combater mudanças climáticas. A APA permitirá atividades econômicas sob normas de preservação, com um plano de manejo a ser elaborado em até cinco anos. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO A Prefeitura do Rio publicou no Diário Oficial a criação da Área de Proteção Ambiental (APA) das Lagoas de Jacarepaguá, nova unidade de conservação municipal que abrange áreas da Barra da Tijuca, Barra Olímpica, Jacarepaguá e Itanhangá, na Zona Oeste. A medida estabelece mais de mil hectares de área protegida e reforça as ações de preservação do complexo lagunar da região. De acordo com o Decreto Rio nº 58.235, publicado em 29 de junho, a APA inclui áreas no entorno das lagoas da Tijuca, de Camorim e de Jacarepaguá, apontadas em estudos técnicos do município como prioritárias para proteção. A Área de Proteção Ambiental é uma categoria de unidade de conservação que permite ocupação humana e atividades econômicas, desde que submetidas a regras de preservação definidas pelo poder público. Diferentemente de áreas de proteção integral, a APA busca conciliar conservação ambiental e uso do território, com diretrizes específicas para ocupação e atividades desenvolvidas dentro da área protegida. Entre os objetivos previstos pelo decreto estão a proteção dos ecossistemas naturais, a preservação da fauna e da flora, a recuperação de áreas degradadas, a conservação dos recursos hídricos e a redução dos efeitos das mudanças climáticas e das ilhas de calor urbanas. A criação da unidade foi comemorada por representantes de coletivos e associações de moradores que acompanharam as discussões sobre proteção ambiental na região. Para Sidney Teixeira, integrante da Associação de Moradores e Amigos da Freguesia (Amaf), os decretos fortalecem os instrumentos legais para ampliar a proteção ambiental e orientar a ocupação do território. — A assinatura desses decretos cria uma responsabilidade do município de garantir a proteção das florestas nessas áreas, com uma legislação fortalecida para permitir ações de preservação. No caso da APA, ela possibilita uma melhor normatização do uso das margens das lagoas e a criação futura de um plano de manejo, com um gestor responsável pela fiscalização e pelo cuidado da área — afirmou Teixeira. A implementação da APA ocorrerá em etapas. O decreto determina que a prefeitura designe um gestor para a unidade em até 60 dias e crie um conselho gestor em até 180 dias. Já o Plano de Manejo, que definirá as normas de uso e ocupação da área, deverá ser elaborado em até cinco anos. Segundo a Secretaria municipal de Meio Ambiente e Clima (Smac), o plano será construído com participação de moradores, sociedade civil, instituições de ensino e órgãos públicos. Ainda de acordo com a secretaria, a fiscalização e os projetos de restauração ambiental independem da conclusão do documento e poderão ocorrer antes da definição final das regras de uso do território.
Decreto cria APA em Jacarepaguá e área protegida de lagoas supera mil hectares
Unidade de conservação abrange Barra, Jacarepaguá e Itanhangá e terá plano de manejo






