Considerados presas (e não predadores) e com comportamento de manada, os equinos teriam senso de proteção aguçada e sensibilidade à energia humana 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 A experiência acontecem em haras pelo país, e não tem tempo mínimo ou máximo para acontecer — Foto: Divulgação RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 26/06/2026 - 16:27 Constelação Familiar com Cavalos: Nova Abordagem no Brasil Explora Processos de Cura e Autoconhecimento A técnica de constelação familiar, criada por Bert Hellinger, ganha nova versão com cavalos, explorando a sensibilidade e comportamento de manada dos equinos. Este método, aplicado por Daniella Lago no Brasil, visa identificar padrões e traumas antigos. Apesar do ceticismo de alguns psicólogos, adeptos relatam resolução eficaz de conflitos familiares e um processo de autoconhecimento profundo. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO A constelação familiar sistêmica, técnica criada pelo psicoterapeuta e ex-padre alemão Bert Hellinger na década de 1990 para identificar padrões e traumas antigos por meio de representações cênicas com bonecos ou pessoas, ganhou nova versão: a dinâmica com cavalos. Considerados presas (e não predadores) e com comportamento de manada, os equinos teriam senso de proteção aguçada e sensibilidade à energia humana, segundo a terapeuta Daniella Lago, representante do Centro Iyuptala no Brasil, um dos maiores no desenvolvimento humano com os animais. Entre seus constelados famosos estão a atriz Claudia Mauro e o ator Cameron Douglas, filho de Michael Douglas. “Os cavalos são generosos e captam nossa energia a metros de distância”, acredita ela. Claudia, que tinha medo do animal após um contratempo durante as gravações da novela “Páginas da vida” (2006), passou pela experiência e resgatou histórias com a avó, falecida quando tinha 10 anos. “Foi muito bonito. Levei essa passagem para o espetáculo ‘A vida passou por aqui’, em cartaz há uma década.” A metodologia oferecida por Daniella começa com encontro on-line, em que explica as bases da constelação familiar e os significados dos movimentos que o equino pode fazer. Já em campo, o paciente é guiado com uma conversa sem tempo mínimo ou máximo. “Quando o cavalo deita, relaxa, indica que a pessoa está relaxada também. Se masca, está validando o caminho seguido. Caso galope como louco, a pessoa está com a energia contida.” Para alguns “constelados”, os problemas parecem se resolver de forma mais efetiva do que com o método tradicional. A cantora lírica italiana Maria Sole Gallevi, de 45 anos, relata a experiência, e afirma ter resolvido conflitos com a mãe, já falecida, e as irmãs. “O cavalo te rodeia, em silêncio. Na hora, senti uma angústia, mas tudo se torna mais leve à medida que você aprofunda a questão.” Para a gerente de Direitos Humanos e Trabalho no Pacto Global da ONU, Gabriela Rozman, de 43, o estranhamento inicial deu lugar a uma experiência surpreendente: “Tinha questões familiares que tentava resolver há muito tempo na análise, mas algo mudou após a constelação. Minha história foi se desdobrando para outros caminhos, e melhores”. Gabriela é paciente de Claudia Tannus de Mesquita, carioca radicada no Uruguai há duas décadas e proprietária do Centro Iyuptala naquele país. “Os cavalos não fazem uma representação específica de alguém da família. Mostram, com os movimentos, algo relacionado ao lado paterno ou materno.” Além da constelação, há o trabalho de meditação com os equinos, mindfulness com cavalos e uma terapia de alinhamento energético, em que o animal encosta na parte do corpo em que o paciente precisa ativar o fluxo de energia. “É um trabalho focado no processo de despertar da consciência com uma visão holística e integral. Uma nova forma de olhar para a vida”, continua ela. Apesar dos benefícios citados, a psicóloga Daniela Faertes alerta para as controvérsias da constelação familiar: “Não é uma prática permitida pelo Conselho Regional de Psicologia, pois se trata de uma pseudociência. Seu criador era um padre, que entendeu as dinâmicas familiares dentro da perspectiva da religião”. As emoções e o que digerimos após uma sessão de análise ou psicoterapia, assim como a resolução de problemas, garante, acontecem independentemente do método utilizado. “É um processo vivo e fisiológico”, finaliza Daniela.