Prática vem sendo adotada como apoio complementar ao tratamento e contribui para reduzir estresse, ansiedade e sensação de solidão durante internações 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Cães em hospitais ajudam pacientes e mostram efeitos surpreendentes na saúde — Foto: Ilustração Inteligência Artificial RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 01/07/2026 - 11:04 Terapia com Cães: Alívio Emocional e Físico em Hospitais A terapia com cães em hospitais se consolida como prática complementar no Brasil e no exterior, aliviando estresse, ansiedade e solidão em pacientes. A interação com cães promove bem-estar emocional e fisiológico, comprovado cientificamente, reduzindo pressão arterial e percepção da dor. Cães participantes passam por rigorosa seleção e treinamento. A prática também beneficia escolas, clínicas e outras instituições. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO A presença de cães em hospitais vem se consolidando como uma prática complementar dentro das estratégias de humanização do atendimento e apoio emocional a pacientes. Cada vez mais adotada em instituições de saúde no Brasil e no exterior, a iniciativa busca tornar o ambiente hospitalar menos impessoal, contribuindo para a redução do estresse e da ansiedade durante internações e tratamentos. De acordo com a médica-veterinária Thays Rocha Siqueira, os efeitos da interação entre pacientes e cães vão além do acolhimento emocional e já apresentam impacto observado em diferentes indicadores de bem-estar. "A interação com os cães promove redução do estresse e da ansiedade, melhora o humor por estimular a liberação de hormônios como a ocitocina, diminui a sensação de solidão e ainda pode reduzir a pressão arterial, a frequência cardíaca e até a percepção da dor, funcionando como uma distração positiva para o paciente", explica. A especialista destaca que a Terapia Assistida por Animais já conta com respaldo científico e vem sendo estudada em diferentes contextos de saúde. Segundo ela, os resultados apontam benefícios consistentes tanto no aspecto emocional quanto fisiológico. "Há comprovação científica de que a terapia assistida por cães é uma intervenção eficaz. Os estudos mostram redução consistente do estresse e da ansiedade, melhora do humor, diminuição da percepção da dor e redução de parâmetros fisiológicos relacionados ao estresse", afirma. Apesar dos ganhos terapêuticos, nem todos os cães estão aptos a participar desse tipo de atividade. O processo de seleção e treinamento é rigoroso e leva em conta tanto o comportamento quanto as condições de saúde dos animais. "Os animais precisam atender a critérios rigorosos. Devem ter temperamento equilibrado, ser dóceis, calmos, sociáveis e passar por treinamento específico para lidar com o ambiente hospitalar. Além disso, precisam estar com vacinas, vermifugação e controle de ectoparasitas em dia, passar por avaliações veterinárias periódicas e manter padrões de higiene adequados", detalha. Thays reforça ainda que o bem-estar dos próprios cães é parte essencial do processo. As sessões precisam respeitar limites físicos e emocionais dos animais para evitar sobrecarga. "O animal não pode apresentar sinais de estresse, medo ou cansaço. As sessões devem ter duração limitada, com pausas, oferta de água e respeito aos limites de cada cão", explica. Embora os hospitais sejam o ambiente mais associado à prática, a terapia assistida por cães também tem se mostrado eficaz em outros espaços de cuidado e desenvolvimento humano, ampliando seu alcance para diferentes públicos. "Escolas, clínicas de reabilitação, instituições de longa permanência para idosos, centros de desenvolvimento infantil e centros de reabilitação para pessoas com deficiência também observam benefícios importantes, como melhora da interação social, da comunicação, da coordenação motora e da qualidade de vida", conclui a especialista.