A história nos ensina a desconfiar de presentes gregos. Na política, propostas de apelo fácil costumam desembarcar como o mitológico Cavalo de Troia e chegam embrulhadas em benfeitoria social, mas escondem, no fundo, malefícios que destroem a sociedade. É o que se vê PEC da 6x1 sem o debate que o tema exige.
Sob o pretexto de humanizar o trabalho, oferece-se uma ilusão. E, para sustentá-la, vozes que enganam o povo por votos recorrem ao desdém para ironizar a manifestação legítima de mais de 3.000 entidades produtivas de todo o Brasil, grupo que representa 90% do PIB e a esmagadora maioria dos setores que geram emprego e renda no país.
Ironizar quem alerta para os riscos econômicos não é só uma tentativa de vilanizar quem trabalha pelo Brasil, é fugir do debate técnico. Afinal, é mais fácil debochar da mobilização democrática do que apresentar um estudo de impacto –algo que a PEC, aliás, jamais teve.
Cada setor opera sob uma lógica própria: saúde, transporte, comércio, hotelaria, indústria, agricultura etc. O metalúrgico segue ao turno da fábrica; a enfermeira cobre plantões que não podem deixar um leito descoberto na madrugada; o garçom e o vendedor vivem dos dias de maior movimento, quando a gorjeta compensa.







