Após mais de três meses de pressão, Manuel Adorni anunciou neste sábado (27) que está deixando a chefia de gabinete do presidente da Argentina, Javier Milei, posto no qual teve um crescimento de patrimônio que virou alvo de investigação e se tornou o maior escândalo do governo.

O agora ex-braço direito do ultraliberal deixou a gestão com uma carta publicada em sua conta na rede social X. "Saio com paz e serenidade, mas, acima de tudo, com a consciência tranquila e firme de minhas convicções", afirmou o político. "Esta noite irei dormir em absoluta paz comigo mesmo e com o que fiz pelo país."

Adorni enfrentava pressão para se afastar de suas funções desde março deste ano, quando veio à tona que sua esposa, Betina Angeletti, havia viajado com a comitiva oficial da Presidência a Nova York, mesmo sem nenhuma função oficial. A partir de então, diversas outras revelações, difíceis de explicar, vieram.

As mais graves dizem respeito a uma viagem com a família às ilhas caribenhas de Aruba, que pode ter custado de US$ 14 mil a US$ 15 mil, e a compra de dois imóveis em 2024 e 2025 —uma casa em nome de sua esposa em um condomínio a 80 km de Buenos Aires e um apartamento de US$ 230 mil no bairro de Caballito, na capital.