Aleitamento materno exclusivo até os 6 meses foi relacionado a menos casos do transtorno em crianças; pesquisa avaliou 37.600 famílias 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Amamentação deve ser exclusiva até os 6 meses, orienta a OMS — Foto: Freepik RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 27/06/2026 - 08:44 Amamentação exclusiva até 6 meses pode reduzir risco de TDAH em crianças, aponta estudo Um estudo da Universidade de Bergen indica que a amamentação exclusiva até os 6 meses pode reduzir o risco de TDAH em crianças entre 3 e 8 anos. Analisando dados de 37.600 famílias, a pesquisa, publicada na Biological Psychiatry, sugere que o aleitamento materno, devido a seus nutrientes, pode influenciar positivamente o desenvolvimento cerebral, além de fatores genéticos e ambientais já conhecidos. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Um novo estudo indica um caminho simples para reduzir os riscos de TDAH em crianças: o aleitamento materno. O trabalho, realizado pela Universidade de Bergen, na Noruega, mostrou uma associação entre a amamentação até os 6 meses de idade do bebê e um risco reduzido de sintomas de TDAH entre os 3 e 8 anos. Já é comprovado cientificamente que o leite materno contém inúmeros componentes benéficos para o crescimento e o desenvolvimento cerebral, incluindo ácidos graxos de cadeia longa, aminoácidos, anticorpos e bactérias benéficas. Nos últimos anos, tem crescido o interesse científico em compreender como o aleitamento materno afeta o desenvolvimento cerebral. "É fato comprovado que os sintomas e transtornos psiquiátricos podem ser influenciados por fatores genéticos e ambientais", afirma Berit Skretting Solberg, psiquiatra e pesquisadora do Departamento de Biomedicina da Universidade de Bergen e consultora sênior do Hospital Betanien, em comunicado. A equipe de pesquisadores liderada por Solberg examinou a relação entre o número de meses em que um bebê era amamentado exclusivamente com o leite da mãe (até os 6 meses de idade) e o risco da criança desenvolver sintomas de TDAH. A pesquisa utilizou dados de 37.600 famílias participantes do Estudo Norueguês de Coorte de Mães, Pais e Filhos (MoBa) e foi publicada na revista Biological Psychiatry. As mães relataram, por meio de um questionário seis meses após o parto, a duração do aleitamento materno exclusivo, do aleitamento materno parcial e a introdução de outros líquidos ou alimentos sólidos. "Descobrimos que quanto mais tempo uma criança foi amamentada exclusivamente (até 6 meses), menor o nível de sintomas de TDAH aos 3, 5 e 8 anos", explica Solberg. Todas as formas de amamentação apresentaram efeito, mas o efeito aumentou com a duração e a intensidade da amamentação e foi mais forte com o aleitamento materno exclusivo até os 6 meses. A psiquiatra afirma que as descobertas sugerem que fatores além da genética podem influenciar o risco de TDAH: "Em nossa sociedade, a hereditariedade provavelmente é o fator de risco mais forte para o TDAH. No entanto, como o TDAH — assim como outros transtornos do neurodesenvolvimento — é influenciado por múltiplos fatores, nosso estudo sugere que a duração da amamentação também pode ajudar a proteger contra o desenvolvimento de sintomas de TDAH em crianças pequenas".