Problemas de concentração, dificuldade para avaliar o próprio desempenho escolar e menor capacidade de reflexão têm se tornado cada vez mais comuns entre crianças e adolescentes. Esse cenário tem levado a questionamentos sobre a influência do uso excessivo de telas em comportamentos que, muitas vezes, são associados ao Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH).
Segundo o neurocientista Fabiano de Abreu Agrela Rodrigues, existe uma confusão progressiva entre sintomas neurocomportamentais induzidos pela hiperestimulação digital e transtornos neuropsiquiátricos genuínos.
“O cérebro infantil e adolescente ainda está em maturação cortical. Quando há exposição contínua a vídeos curtos, recompensas imediatas e excesso de dopamina associada ao consumo digital, ocorre uma fragmentação da atenção e um prejuízo da metacognição”, afirma.
A metacognição corresponde à capacidade de o indivíduo pensar sobre o próprio pensamento, monitorando erros, desempenho e estratégias cognitivas. Essa função depende fortemente do córtex pré-frontal dorsolateral, região responsável pelo controle executivo, memória de trabalho e autorregulação comportamental.
Cérebro condicionado ao estímulo rápido








