Alunos da rede municipal de Canaã dos Carajás, no Pará, participam de uma pesquisa com uso de inteligência artificial que pode ajudar no diagnóstico precoce de TEA (Transtorno do Espectro Autista), TDAH (Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade) e TPAC (Transtorno do Processamento Auditivo Central).

O projeto é desenvolvido por pesquisadores da UFPA (Universidade Federal do Pará) em parceria com escolas e profissionais de saúde do município.

O estudo envolve atualmente 102 alunos com 4 e 5 anos de idade. Funciona assim: o professor ativa câmeras instaladas na sala de aula durante atividades específicas, em que conta uma história ou piada, por exemplo. As reações dos alunos (felicidade, tristeza etc) são registradas em pequenos vídeos e, depois, processadas por um sistema de IA que analisa o material quadro a quadro.

A IA então converte os registros em dados estruturados de resposta emocional, permitindo a identificação de reações ou a ausência delas. Os alunos seguem uma rotina normal de aula enquanto participam de estímulos breves, com duração de dois a três minutos, aplicados em diferentes dias e contextos.

Cada aluno é analisado individualmente, com o acompanhamento das reações ao longo do tempo e a criação de uma série histórica de respostas. Esse material é depois organizado e avaliado em laboratório, na UFPA.