O Brasil começou o Mundial vacinado contra o favoritismo. Mas cometeu o pecado de ganhar bem os últimos dois jogos 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Neymar e Vini Jr. comemoram a vitória do Brasil sobre a Escócia — Foto: Michael Reaves/Getty Images via AFP/24-6-2026 RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 26/06/2026 - 22:49 Copa do Mundo 2023: Surpresas, Desafios e Confrontos Inesperados A Copa do Mundo está repleta de surpresas e peculiaridades, com a primeira fase concluída após 17 dias. O Brasil, vacinado contra o favoritismo, venceu bem seus últimos jogos e enfrentará o Japão nas oitavas. Enquanto isso, a Argentina poupa Messi, e a competição vê países em guerra, como Irã e EUA, dividindo o mesmo cenário. A imprevisibilidade reina, com favoritos como Portugal e Espanha enfrentando desafios inesperados. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO E então, depois de 17 intensos dias, termina hoje a primeira fase da Copa. Está sendo a maior Copa da história — em número de países, jogos e esquisitices. A primeira de pequenos países vibrantes como Curaçao e Cabo Verde. A primeira com momento hidratação. A primeira em que um juiz convocado pela Fifa foi barrado por um anfitrião. A primeira em que tivemos dois países em guerra dividindo o mesmo cenário (Irã e EUA). Gianni Infantino talvez diga que essa é a magia do futebol — e talvez seja — mas é bem capaz que ele se arrependa eternamente de ter inventado aquele prêmio da paz da Fifa para adular Donald Trump. Se bem que ele ainda tem 25 dias para respirar fundo. Consta que Trump já avisou que vai entregar o troféu ao vencedor no dia 19 de julho, em Nova York. Adivinhar quem levantará essa taça segue sendo tarefa para os polvos videntes. Os especialistas apontam os candidatos de sempre. Mas, como diz o filósofo Renato Paiva, o futebol é um cemitério de favoritos. Ele soltou essa frase após ganhar do PSG com o Botafogo nos EUA há um ano. Após o jogo, recebeu ao vivo um beijo do dono do clube, John Textor. Dez dias depois, estava demitido. Agora Textor também foi rifado. Futebol é dinâmico. E essa Copa está estranha. As grandes surpresas não cobraram conta alta. Portugal não ganhou do Congo. A Espanha parou na retranca cabo-verdiana. Mas ambos seguem vivos. Não houve favorito eliminado... ainda. Em outras palavras, tudo indica que a ingrata está aquecendo as listras e preparando o zurro. Em geral, as vítimas da zebra são vistosas. Costumam ser aquelas seleções incensadas que encantam na primeira fase. Tipo a França de Olisé, Dembélé e Mbappé. A Argentina é outro alvo possível. Messi aqui, Messi ali, Messi acolá. Pouco se fala que a defesa é suspeita. A Alemanha perdeu seu melhor zagueiro e tomou gol até de Curaçao. Inglaterra e Espanha parecem mais sólidas — mas suaram contra retrancas. O Brasil começou a Copa vacinado contra o favoritismo. Mas cometeu o pecado de ganhar bem os últimos dois jogos. E, de quebra, pegou o Japão nas dezesseis-avos-de-final (outra novidade da Copa vitaminada). Esperemos profundamente que os deuses deste velho e violento esporte bretão não tenham reservado a gracinha para nossa chave. O Japão é organizado, o Japão é traiçoeiro mas, bom, o Japão continua sendo o Japão. Tudo bem que eles ganharam o último jogo contra a seleção — mas foi num dia em que o melhor jogador deles foi o Fabrício Bruno. E quem viu Suécia x Japão até o fim... não se assustou. Os suecos terminaram dando um tremendo calor nos japoneses. A seleção brasileira está longe de ser a sétima maravilha — mas, aos poucos, Ancelotti construiu o time possível. Criou uma maneira de acomodar Vini Jr. no ataque, preservando-o de funções defensivas. Ajeitou a defesa com dois laterais sóbrios. E azeitou o meio-campo com a entrada de Rayan. E ainda tem cartas na manga: Endrick e, quem sabe, Neymar. Todo time precisa de um coringa súbito para a hora do desespero. Se tudo correr bem, esse desespero não virá nesta segunda-feira. É terrível esse negócio de jogar como favorito.