PUBLICIDADE Anderson Mello, pai das meninas, passou mal e precisou receber atendimento médico após o sepultamento 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Pais se desesperam no enterro das filhas Agatha, de 4 anos, e Vitoria Aleixo Leandro de Mello, de 11, que morreram no desabamento da casa em que moravam — Foto: Joziane Barbosa RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 26/06/2026 - 21:25 Pai de Agatha e Vitória emociona em sepultamento na Ilha do Governador Anderson Mello, pai de Agatha e Vitória, desabafou emocionado durante o sepultamento das filhas, vítimas de um desabamento na Ilha do Governador. As meninas, de 4 e 11 anos, foram enterradas lado a lado, com a presença de familiares, amigos e bombeiros. A tragédia ocorreu na comunidade Praia da Rosa. Anderson passou mal e recebeu atendimento médico no local. A comunidade escolar e vizinhos lamentaram a perda. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Sepultadas lado a lado, Agatha, de 4 anos, e Vitória Aleixo Leandro de Mello, de 11, receberam a última homenagem na tarde desta sexta-feira, no Cemitério da Cacuia, na Ilha do Governador. Em um dos momentos mais comoventes da cerimônia, parentes e amigos ajudaram a colocar os pequenos caixões brancos nos jazigos, enquanto davam apoio aos pais das meninas, Anderson Mello e Renata Aleixo. As irmãs morreram no desabamento da casa onde a família morava, na comunidade Praia da Rosa, também na Ilha. O relacionamento dos pais com as meninas foi descrito por vizinhos e parentes como "um grude". As meninas estavam sempre de mãos dadas com a mãe e viviam agarradas ao pai. Anderson fazia todas as vontades da pequena Agatha e de Vitória. No Natal passado, as meninas o convenceram a colocar a mesa da ceia na varanda de casa. Durante o velório, o pai passou mal e precisou ser carregado por dois conhecidos para fora do cemitério. A mãe ficou o tempo inteiro cercada e amparada por duas mulheres. Além de parentes e amigos, agentes do Corpo de Bombeiros foram ao cemitério para prestar condolências à família. Segundo um dos bombeiros, Vitória era uma das alunas do "Projeto Botinho", a colônia de férias gratuita do Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro, e foi muito difícil ter que procurar pelo corpo dela e da irmã nos escombros da casa. Na Ilha, o projeto é realizado pelo 19º GBM, que enviou equipes para a ocorrência nesta quinta-feira. Elas estavam muito felizes, disse o pai Vitória, de 11 anos, e Agatha, de 4, com o pai, Anderson, as meninas morreram em desabamento da casa da família na Ilha do Governador — Foto: Reprodução Na véspera da tragédia, segundo Anderson, as filhas comemoraram a vitória do Brasil na Copa do Mundo e, no dia do desabamento, as meninas estavam muito felizes. A família iria almoçar no shopping e comprar roupas para a festa junina que iriam em alguns dias. Quando os dois caixões brancos foram colocados nas gavetas, Anderson agradeceu a presença de todos, abraçou a esposa e logo se virou para frente do jazigo vertical, onde tocou as madeiras e abaixou a cabeça aos prantos. O choro do pai era alto. — Ah, minhas filhas... Papai ama tanto vocês! Eu amo vocês! — se declarou enquanto era abraçado por trás pela esposa. Renata manteve a cabeça baixa e os olhos fechados, em total silêncio. — Senhor, me dá forças! Dói tanto! Pais se despedem de Agatha, de 4 anos, e Vitoria Aleixo Leandro de Mello, de 11, que morreram no desabamento da casa em que moravam, na Ilha — Foto: Joziane Barbosa / Agência O Globo Fogos de artifício e balões brancos com fitas rosas foram soltos em homenagem às meninas. Depois que os caixões foram colocados nas gavetas, uma oração foi feita e tanto Anderson quanto Renata não ficaram para ver a gaveta sendo lacrada. O pai passou mal novamente e precisou receber atendimento em uma ambulância que estava no local. Longe dali, no local da tragédia, outra cena comovente registrada pela Rádio CBN. O cachorro da família, que foi resgatado com vida, insiste em permanecer no local em que eles moravam. O animal parece desolado, com um olhar baixo, e permanece próximo aos pertences das meninas. Cachorro da família das meninas que morreram em desabamento volta ao local da tragédia, na Ilha — Foto: Reprodução A comoção também tomou conta da comunidade escolar. Em publicação nas redes sociais, o Colégio Notre Dame informou que o pátio e toda a escola estão "em silêncio e em oração" pela morte de Agatha, que estava no Pré 2. A instituição descreveu a menina como uma criança de "bondade, ternura e luz". Além da internet, funcionários do colégio estiveram no cemitério para prestar condolências à família. — Tivemos muitos momentos de felicidade com a Agatha — conta, sorrindo, a Irmã Odilla, de 76 anos, ao lembrar da aluna. — Mas tivemos esta surpresa ontem, infelizmente. Uma tragédia o que aconteceu com ela e a irmã. Enquanto a família se despedia das duas crianças, a Defesa Civil realizou uma nova vistoria no imóvel de três andares que desabou completamente. A perícia busca avaliar as condições das construções vizinhas e identificar as causas do colapso que provocou a morte das irmãs. E a Secretaria Municipal de Assistência Social informou que "prestou assistência a família, com oferta de acolhimento neste primeiro momento, mas optaram em ficar na casa de parentes. Após o sepultamento, a família será atendida novamente para a oferta de insumos emergenciais". *Estagiária sob supervisão de Leila Youssef
'Senhor, me dá forças!': pai de meninas mortas em desabamento na Ilha faz desabafo durante sepultamento
Anderson Mello, pai das meninas, passou mal e precisou receber atendimento médico após o sepultamento
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