Resultado será impulsionado pelo aumento do tráfego de navios e pelos valores arrecadados em leilões que permitem às embarcações furar a fila para a travessia 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 No auge do fechamento de Ormuz, o Canal do Panamá estava operando de 40 a 41 navios por dia — Foto: Walter Hurtado/Bloomberg RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 26/06/2026 - 20:46 Canal do Panamá Prevê Receita Recorde e Expansão até 2032 O Canal do Panamá projeta receita superior ao esperado para o ano fiscal de 2026, impulsionado pelo aumento no tráfego de navios após o fechamento do Estreito de Ormuz. Além disso, leilões para travessias prioritárias têm gerado receita extra. A futura diretora, Ilya Espino de Marotta, liderará projetos de expansão, incluindo a construção de uma barragem e gasoduto, com investimentos estimados em US$ 8,5 bilhões. A expectativa é concluir as obras até 2032, apesar das preocupações geopolíticas e da influência de potências globais na região. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O Canal do Panamá espera registrar uma receita superior à projeção de US$ 5,2 bilhões para o ano fiscal de 2026, após o fechamento do Estreito de Ormuz levar um número maior de embarcações a utilizar a hidrovia que liga o Mar do Caribe ao Oceano Pacífico. Em entrevista concedida na quinta-feira, Ilya Espino de Marotta, futura diretora da Autoridade do Canal do Panamá, afirmou que a receita do ano fiscal encerrado em 30 de setembro deverá ficar "um pouco acima" da estimativa inicial. O resultado será impulsionado pelo aumento do tráfego de navios e pelos valores arrecadados em leilões que permitem às embarcações furar a fila para a travessia. Em abril, um navio desembolsou US$ 4 milhões adicionais para garantir prioridade na passagem, à medida que o tempo de espera para embarcações sem reserva aumentava. Os navios-tanque de gás natural liquefeito (GNL) passaram a utilizar o Canal do Panamá em maior número à medida que compradores do Japão, China e Coreia do Sul recorreram a fornecedores dos Estados Unidos para substituir produtores do Oriente Médio, como o Catar, afetados pela guerra no Irã. Também aumentou o fluxo de petroleiros transportando petróleo bruto americano para a Ásia por meio do canal. Ilya Espino de Marotta, futura diretora da Autoridade do Canal do Panamá, afirmou que a receita do ano fiscal encerrado em 30 de setembro deverá ficar "um pouco acima" da estimativa inicial — Foto: Tova Katzman/Bloomberg No auge do fechamento do Estreito de Ormuz, o Canal do Panamá chegou a operar com 40 a 41 embarcações por dia, acima da média habitual de 34 a 35, afirmou Ilya. Desde então, o movimento diminuiu para cerca de 36 a 38 navios diários. Segundo ela, as reservas de travessia para junho e julho permanecem elevadas, o que deve sustentar o aumento da receita. Atualmente, o canal recebe, em média, um navio de GNL por dia, à medida que fornecedores dos Estados Unidos continuam exportando para a Ásia mesmo após o acordo que permitiu a reabertura do Estreito de Ormuz. De acordo com Ilya de Marotta, esse fluxo comercial havia praticamente desaparecido nos últimos anos, quando compradores europeus passaram a absorver a oferta americana após a invasão da Ucrânia pela Rússia. Expansão do canal Engenheira panamenha formada pela Texas A&M University, Ilya trabalha no Canal do Panamá há 41 anos. Ela participou da supervisão da ampliação da hidrovia, inaugurada em 2016, e assumiu o cargo de vice-administradora em 2019. Em maio, o conselho do canal a nomeou como a próxima administradora da Autoridade do Canal do Panamá para o período de 2026 a 2033. Ela assumirá o comando da instituição em setembro. À frente da autoridade, a engenheira será responsável por supervisionar diversos projetos de grande porte, entre eles a construção de uma nova barragem e de um reservatório, dois portos e um gasoduto para transporte de gás liquefeito de petróleo (GLP), investimentos que, juntos, devem somar cerca de US$ 8,5 bilhões. — O canal sempre foi uma instituição voltada para o planejamento de longo prazo. Estamos executando um plano estratégico muito ambicioso para os próximos dez anos. — afirmou. O governo do presidente José Raúl Mulino assumiu o controle dessas instalações e transferiu sua operação provisória para a APM Terminals, divisão da AP Moller-Maersk, e para a Mediterranean Shipping Co. (MSC), com sede na Suíça. Canal do Panamá: crise hídrica ameaça navegação e afeta vida da população 1 de 10 É necessária uma enorme quantidade de água para fazer funcionar o sistema do Canal do Panamá, sendo que um único navio necessita de mais de 50 milhões de galões. — Foto: Federico Rios/The New York Times 2 de 10 Funcionários do Canal do Panamá examinam mapas da barragem proposta para o Rio. Na sequência de uma seca que prejudicou a navegação, os responsáveis pelo hidrovia estão ansiosos por expandir o armazenamento de água. As alterações climáticas não lhes deixam outra alternativa — Foto: Federico Rios/The New York Times X de 10 Publicidade 10 fotos 3 de 10 Navio de carga atravessa o Canal do Panamá: em um ano normal, 13.000 navios passam pelo canal, mas o tráfego tem estado a um ritmo anual de 10.000 desde outubro passado, quando o país viveu uma crise hídrica — Foto: Federico Rios/The New York Times 4 de 10 Um funcionário monitoriza os navios que passam pelo Canal do Panamá — Foto: Federico Rios/The New York Times X de 10 Publicidade 5 de 10 "Não ao reservatório" diz um cartaz escrito à mão na cerca da casa de Olegario Hernandez, na aldeia de Limón — Foto: Federico Rios/The New York Times 6 de 10 Um navio de carga atravessa o Lago Gatún, um reservatório artificial, que é a peça central do sistema do Canal do Panamá — Foto: Federico Rios/The New York Times X de 10 Publicidade 7 de 10 Uma central hidroelétrica no Lago Alajuela, perto do Canal do Panamá — Foto: Federico Rios/The New York Times 8 de 10 Navio aguarda sua vez de atravessar o Canal do Panamá: mais de metade da carga de containers que circula entre a Ásia e a Costa Leste dos EUA passa pela hidrovia panamenha — Foto: Federico Rios/The New York Times X de 10 Publicidade 9 de 10 Estudantes na aldeia de Limon: A diretora da escola local, Ophelia Grenald, disse que as crianças "vão perder tudo" com a retirada das famílias para construção de um novo reservatório — Foto: Federico Rios/The New York Times 10 de 10 Crianças caminham para casa depois da escola: Eles guardam seus sapatos de couro preto — parte de seu uniforme obrigatório — em casas na aldeia, calçando chinelos para atravessar o rio lamacento em direção às suas casas a de Limon. — Foto: Federico Rios/The New York Times X de 10 Publicidade No fim de 2023, crise hídrica obrigou a hidrovia panamenha a reduzir o número diário de navios que transitam pelo canal de 38 para 22 Segundo Ilya, a Autoridade do Canal do Panamá está na fase de pré-qualificação de empresas interessadas na construção do novo reservatório e de seus próprios terminais portuários — distintos daqueles anteriormente operados pela CK Hutchison — e espera iniciar as obras de ambos os projetos no fim de 2027 ou no início de 2028. Ela acrescentou que a autoridade do canal mantém negociações com o setor de energia para definir os detalhes do gasoduto, incluindo quais tipos de hidrocarbonetos serão transportados. A meta é concluir todos os projetos até 2032. O financiamento para a construção da barragem já está garantido, e a expectativa é que a Autoridade do Canal recorra aos mercados internacionais e a empréstimos de organismos multilaterais para custear parte dos investimentos nos portos e no gasoduto.
Canal do Panamá prevê receita acima do esperado com fechamento do Estreito de Ormuz
Resultado será impulsionado pelo aumento do tráfego de navios e pelos valores arrecadados em leilões que permitem às embarcações furar a fila para a travessia









