As mudanças climáticas já não representam apenas uma ameaça ambiental futura: elas estão gerando impactos concretos na saúde física e mental das populações em todo o mundo.
Relatórios recentes da OMS (Organização Mundial da Saúde) e do Lancet Countdown on Health and Climate Change alertam que eventos extremos, como secas prolongadas, queimadas, ondas de calor e enchentes, têm intensificado quadros de ansiedade, sofrimento psicológico, depressão e deslocamentos forçados, entre populações historicamente vulnerabilizadas.
Vivemos em um contexto de emergência não declarada. Por isso, é fundamental agir desde já na preparação antecipada e no alerta precoce das populações. Devemos nos apropriar de conceitos já desenvolvidos, testados, aprimorados e validados pelo Comitê Permanente Interinstitucional (IASC, na sigla em inglês), o fórum de coordenação humanitária mais antigo e de mais alto nível do sistema das Nações Unidas.
Entre as abordagens desenvolvidas pela IASC, está o ERP (Emergency Response Preparedness), que envolve planejamento, avaliação de riscos e treinamento —como o desenvolvimento de planos de evacuação, a montagem de kits de emergência ou a implementação de sistemas de alerta— para gerenciar potenciais desastres naturais ou causados pelo homem, garantindo uma resposta rápida e eficaz.










