Os carros chineses estão observando uma divisão crescente entre os EUA, o México e o Canadá às vésperas do prazo de 1º de julho para renovar o cambaleante pacto de livre comércio da América do Norte, aprofundando uma fissura já aberta pelas tarifas de Donald Trump.
Os EUA são o único grande mercado que os carros chineses ainda não conquistaram e que permanece firmemente fora de alcance. Na prática, Washington os proibiu para combater suspeitas de tecnologia de vigilância, em meio a temores de que os veículos, fortemente subsidiados por Pequim, acabariam com a indústria automobilística norte-americana.
Em contraste, o caso de amor do México com carros chineses baratos o transformou no principal destino de exportação de automóveis de Pequim, e o Canadá está ativamente cortejando investimentos de fabricantes chinesas de veículos elétricos. Para Pequim, isso oferece uma tentadora posição estratégica a partir da qual pode chegar no mercado dos EUA.
"Eles estão se posicionando para que, sempre que o cenário político mudar... estejam prontos para fornecer veículos nesse mercado também", comentou Farid Ahmad, chefe de Soluções para Concessionárias e Fusões e Aquisições, que está trabalhando com empresas chinesas pela expansão no Canadá. "Eles estão batendo no portão [dos EUA]", comentou.










