Primeiro-ministro Benjamin Netanyahu afirma que militares de seu país não deixarão território libanês 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Equipes de primeiros socorros chegam ao local de um ataque aéreo israelita que teve como alvo a cidade costeira de Tiro, no sul do Líbano, em 24 de março de 2026 — Foto: KAWNAT HAJU / AFP RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 26/06/2026 - 16:06 EUA, Líbano e Israel firmam acordo histórico por paz e segurança EUA, Líbano e Israel firmam acordo trilateral em Washington para impulsionar um tratado de paz entre Beirute e Tel Aviv. O pacto, mediado pelos EUA, estabelece um programa-piloto onde Israel cederá controle de áreas no sul do Líbano ao Exército Libanês. O acordo visa segurança duradoura, excluindo influência do Irã e Hezbollah. Netanyahu destaca que tropas israelenses continuarão no Líbano até desarmamento do Hezbollah. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Líbano, Israel e Estados Unidos assinaram nesta sexta-feira, em Washington, um acordo-quadro trilateral que busca abrir caminho para um tratado de paz entre libaneses e israelenses. Com o acordo, será criado um programa-piloto, segundo o qual as forças israelenses passarão o controle de duas áreas do Sul do Líbano ao Exército Libanês: uma ao sul do rio Litani e outra ao norte desse rio, localizado a cerca de 30 quilômetros da fronteira entre os dois países. O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, afirmou que as tropas israelenses seguirão no território libanês, o que ameaça eficácia do acordo, já que o Hezbollah — que age independente do Estado libanês — exige a saída dos militares de Israel e não participa da negociação. Um membro do grupo xiita chegou a sugerir a possibilidade de que as movimentações desencadeiem uma guerra civil no país. — Temos o prazer de anunciar um acordo-quadro entre o governo soberano do Líbano e, naturalmente, o governo de Israel, com a mediação e o apoio dos Estados Unidos da América — declarou o secretário de Estado americano, Marco Rubio, durante a cerimônia de assinatura. O acordo estabelece "uma estrutura para uma paz e uma segurança duradouras", acrescentou o chefe da diplomacia norte-americana. A embaixadora do Líbano em Washington, Nada Hamadeh Moawad, afirmou que o acordo "é um primeiro passo no caminho para a restauração da soberania e da integridade territorial do Líbano". O representante diplomático de Israel, Yechiel Leiter, disse que, nos termos do acordo, "o Irã fica de fora, o Hezbollah fica de fora, e o caminho para a paz entre Israel e o Líbano fica aberto". O Hezbollah, que é a força militar mais poderosa do Líbano, arrastou o país para a guerra no Oriente Médio em 2 de março, ao lançar foguetes contra Israel em represália à morte do líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, em ataques conjuntos realizados pelos Estados Unidos e por Israel. Apesar do acordo firmado pelas autoridades libanesas, o Estado não tem qualquer controle sobre o grupo xiita, portanto não garantia de que a assinatura do documento acarretará no fim das hostilidades, uma vez que o Hezbollah exige o fim da ocupação israelense no sul do Líbano. Desde os ataques realizados pelo grupo, Israel respondeu com bombardeios aéreos devastadores e uma invasão terrestre que, segundo o Líbano, já causou a morte de mais de 4.200 pessoas. Sob pressão dos Estados Unidos, as autoridades libanesas iniciaram, em abril, negociações diretas com Israel em Washington. Em 17 de abril, foi anunciada uma trégua, que, no entanto, não conseguiu interromper os combates. Um novo cessar-fogo foi declarado neste mês, enquanto Teerã insistia que seu acordo com Washington para encerrar o conflito mais amplo, iniciado pelos Estados Unidos e por Israel no fim de fevereiro, deveria incluir também o Líbano. Netanyahu reiterou nesta sexta-feira que seu Exército permanecerá no sul do Líbano até que o Hezbollah deponha as armas, logo após o anúncio de um acordo-quadro entre Israel, Líbano e Estados Unidos. — A questão mais importante, acima de tudo, é que Israel permaneça na zona de segurança no sul do Líbano. Trata-se de uma conquista importante, e a manteremos até que o Hezbollah seja desarmado — declarou Netanyahu em um vídeo divulgado à imprensa israelense. As Forças Armadas israelenses permitirão, no entanto, que o Exército libanês assuma o controle de "duas zonas-piloto": uma ao sul do rio Litani e outra ao norte desse rio, localizado a cerca de 30 quilômetros da fronteira com Israel. Já o presidente libanês, Joseph Aoun, afirmou que a assinatura do acordo é um primeiro passo para a restauração plena da soberania de seu país. "O acordo-quadro assinado hoje é um primeiro passo" que permitirá aos libaneses "retornar às suas terras totalmente libertadas e às suas casas, certamente reconstruídas... sob a soberania do Estado libanês, que não tem parceiros em sua soberania sobre seu território e seu povo", disse Aoun, segundo um comunicado divulgado por seu gabinete. "Juramos continuar trabalhando até que isso seja plenamente alcançado. Não haverá mais ocupação, prisioneiros, subordinação ou tutela". Por outro lado, o deputado do Hezbollah, Hassan Fadlallah, declarou que o acordo corre o risco de desencadear uma guerra civil se implementado pelas autoridades libanesas. — As autoridades libanesas serão incapazes de fazer cumprir o acordo assinado em Washington a menos que estejam caminhando, com o apoio americano, para uma guerra civil — pontuou o membro do movimento xiita, que tem rejeitado consistentemente essas negociações diretas entre Israel e o Líbano. Ele também vê esse acordo como "uma tentativa de interromper o caminho de Islamabad", referindo-se ao memorando de entendimento assinado em 17 de junho entre o Irã e os Estados Unidos, que prevê, notavelmente, o fim das hostilidades em todas as frentes, inclusive no Líbano.
EUA, Líbano e Israel assinam acordo trilateral que abre caminho para tratado de paz entre Beirute e Tel Aviv
Primeiro-ministro Benjamin Netanyahu afirma que militares de seu país não deixarão território libanês








