Um balanço divulgado mais cedo nesta sexta também afirma que há 2.980 feridos. O novo balanço foi divulgado pelo presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez, e é provisório — a Organização das Nações Unidas (ONU) e o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS, na sigla em inglês) estimam que o número de vítimas possa ser bem maior, levando em conta a força do terremoto, a falta de estrutura e as áreas densamente populosas que foram atingidas. Na quinta-feira (25), Rodríguez, que é irmão da presidente Delcy Rodríguez, disse também que havia ainda 200 pessoas presas nos escombros. Ele também afirmou que o governo registrou, até agora, 250 edifícios que foram totalmente derrubados ou sofreram danos. Equipes de resgate agora lutam para encontrar desaparecidos e retirar pessoas dos escombros. Pelas redes sociais, há também vários relatos e imagens de edifícios que desabaram (veja no vídeo acima). Imagem mostra destruição em Catia La Mar, na Venezuela, após terremoto — Foto: Federico Parra/AFP LEIA TAMBÉM: Os terremotos Entenda terremoto na Venezuela — Foto: Arte/g1 Os dois terremotos que abalaram a Venezuela ocorreram em um intervalo de menos de um minuto e com uma diferença de 5 quilômetros entre eles. O epicentro do tremor mais forte foi registrado na cidade venezuelana de El Guayabo, a 168 km da capital Caracas. Réplicas ocorreram em cidades costeiras perto da capital venezuelana, como La Guaira, que ficou fortemente destruída. O aeroporto internacional de Caracas também foi fechado. Além da intensidade dos tremores — de magnitudes 7,2 e 7,5 — a baixa profundidade dos dois abalos também explica o rastro de destruição deixado. Isso porque, quanto mais perto do solo, mais o terremoto é sentido. Os tremores também ocorreram em áreas densamente populadas. Um cálculo feito pelo Serviço Geológico dos EUA estimou, com base nessas variáveis, que o número de mortos possa passar de 10 mil pessoas. Agora no g1