Preços do petróleo seguem em queda, assim como o dólar ante pares desenvolvidos e emergentes Fachada da Nasdaq, em Nova York — Foto: Michael Nagle/Bloomberg As bolsas globais iniciam a sexta-feira sob pressão, à medida que aumentam as preocupações com o impacto inflacionário da alta dos custos na cadeia produtiva das empresas de tecnologia. Os futuros dos índices de Nova York recuam depois que as ações da Apple despencaram 6% na véspera, após a empresa sinalizar que deverá elevar os preços de seus produtos diante do encarecimento de memórias e chips de armazenamento. Ao mesmo tempo, os preços do petróleo seguem em queda no exterior. O movimento ocorre após a commodity ter avançado nesta quinta-feira, quando relatos de um ataque a uma embarcação no Estreito de Ormuz reacenderam preocupações sobre a estabilidade do acordo preliminar para encerrar a guerra entre Estados Unidos e Irã. No entanto, o mercado voltou a reduzir o prêmio de risco nesta manhã, após a Organização Marítima Internacional (OMI), ligada à Organização das Nações Unidas (ONU), suspender a escolta de navios na rota marítima. Nesse contexto, a queda dos preços do petróleo ajuda a aliviar as preocupações com a inflação, movimento reforçado pelo IPCA-15 de junho abaixo das expectativas do mercado. Somado a isso, o Relatório de Política Monetária (RPM), ao esclarecer uma série de dúvidas dos agentes financeiros sobre a estratégia do Banco Central, fortaleceu as apostas de que o Comitê de Política Monetária (Copom) voltará a reduzir a Selic na reunião de agosto. Assim, os juros futuros fecharam em forte queda na quinta-feira, com a taxa do DI para janeiro de 2028 recuando de 14,32% para 14,25%. O Ibovespa, por sua vez, voltou a fechar próximo dos 172 mil pontos, enquanto o real ganhou força frente ao dólar. Nos Estados Unidos, dados de inflação abaixo do esperado também favoreceram um recuo dos rendimentos dos Treasuries e interromperam, ao menos temporariamente, o movimento de fortalecimento global da moeda americana observado nos últimos dias. Por volta das 8h15, o DXY, índice que mede a força do dólar frente a uma cesta de seis moedas de países desenvolvidos, caía 0,24%, aos 101,22 pontos. A moeda americana ainda exibia quedas de 0,06% contra o peso mexicano; 0,29% ante o rand sul-africano; e 0,33% em relação ao peso colombiano. Em Wall Street, o futuro do S&P 500 recuava 0,51%, enquanto o do Nasdaq cedia 1,08%. Na agenda de hoje, os investidores acompanham a divulgação da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua de maio. Nos Estados Unidos, o destaque fica para a leitura das expectativas de inflação de junho medidas pela Universidade de Michigan.
Manhã no mercado: ‘Techs’ pressionam bolsas globais, enquanto apostas de corte da Selic ganham força no Brasil
Preços do petróleo seguem em queda, assim como o dólar ante pares desenvolvidos e emergentes








