PUBLICIDADE O índice Dow Jones encerrou em queda de 0,97%, aos 51.711,29, o S&P 500 cedeu 1,21%, aos 7.408,12 pontos, e o Nasdaq perdeu 2,15%, aos 25.137,69 pontos Bolsas de NY têm forte queda com petróleo acima de US$ 100 e pressão de ‘techs’ — Foto: Michael Nagle/Bloomberg As bolsas norte-americanas encerraram a quinta-feira (23) com forte queda, pressionadas pela disparada nos preços do petróleo e pelo aumento na percepção de risco geopolítico, que levou o barril do Brent a ultrapassar a marca de US$ 100. Os índices também foram afetados pelo amplo ajuste de posições no setor de tecnologia, impulsionado pela reação negativa dos investidores aos balanços trimestrais da Tesla e da Alphabet. O índice Dow Jones encerrou em queda de 0,97%, aos 51.711,29, o S&P 500 cedeu 1,21%, aos 7.408,12 pontos, e o Nasdaq perdeu 2,15%, aos 25.137,69 pontos. O setor de tecnologia teve recuo de 1,12% e o de comunicação depreciou 5,20%. A Alphabet caiu 7,13%, mesmo após ter superado as expectativas dos analistas para o lucro do segundo trimestre. A companhia, porém, elevou as projeções de investimentos em meio aos crescentes gastos com inteligência artificial, o que gerou certo grau de incômodo, visto que o mercado tem exibido mais cautela quanto aos gastos de hyperscalers. Os investidores também têm se mostrado mais exigentes com os números de empresas de tecnologia. Já a Tesla recuou 14,52%, depois que o lucro da fabricante de veículos elétricos ficou abaixo das expectativas no segundo trimestre, mesmo com as entregas tendo avançado 25% em relação ao ano anterior. No cenário geopolítico, os houthis atacaram dois navios da Arábia Saudita no Mar Vermelho, abrindo uma nova frente de combate na guerra entre Estados Unidos e Irã. O embargo criou mais uma restrição no transporte global de petróleo e pressionou ainda mais os preços do barril, visto que os sauditas exportavam cerca de 4 milhões de barris pela região. O presidente dos EUA, Donald Trump, disse ao site Axios que está considerando seriamente retomar grandes operações de combate no Irã, incluindo ataques de maior porte do que aqueles realizados durante a "Operação Fúria Épica".