O Dow Jones teve queda de 1,09%, aos 52.348,09 pontos, o S&P 500 caiu 0,28%, aos 7.482,54 pontos, e o Nasdaq subiu 0,20%, aos 25.870,652 pontos Bolsas de NY fecham em direções opostas com tensões EUA-Irã e 'techs' — Foto: Bloomberg Os principais índices de ações de Nova York fecharam em direções opostas nesta quarta-feira, ao fim de uma sessão de aversão a risco nos mercados internacionais, diante da nova escalada de tensões no Oriente Médio. Os Estados Unidos lançaram ataques ao território iraniano ontem à noite e, nesta quarta-feira, o presidente Donald Trump disse que o cessar-fogo estava suspenso. Ele também ameaçou retomar o bloqueio naval nos portos iranianos e, em resposta, o Irã prometeu uma retaliação, alimentando as apostas de que o conflito possa ser retomado. Na última hora do pregão, o setor de tecnologia chegou a dar certo suporte ao Nasdaq, que terminou o dia no positivo. No fechamento, o Dow Jones teve queda de 1,09%, aos 52.348,09 pontos, o S&P 500 caiu 0,28%, aos 7.482,54 pontos, e o Nasdaq subiu 0,20%, aos 25.870,652 pontos. A maior parte dos setores da bolsa americana terminou o dia no negativo, em meio ao sentimento de aversão a risco, com exceção de tecnologia (+1,44%), que se recuperou de parte das perdas recentes, e energia (+1,41%), beneficiado pela disparada nos preços do petróleo. Trump disse nesta quarta-feira que o memorando de entendimento firmado com o Irã para encerrar o conflito acabou e que não pretende manter as negociações, o que fez os preços do petróleo dispararem novamente. Ele também ameaçou realizar novos ataques, após as forças americanas atingirem dezenas de alvos no território iraniano ontem, e afirmou que poderá restabelecer um bloqueio aos portos iranianos. Em resposta, um assessor do líder supremo iraniano publicou na rede social X que haverá uma "resposta imediata" à ofensiva militar americana e a emissora estatal iraniana PressTV informou que Teerã irá fechar o Estreito de Ormuz, caso sofra novos ataques. As declarações do presidente americano e as novas tensões acenderam um temor entre os investidores de que o frágil cessar-fogo firmado entre ambos os países no mês passado possa acabar antes da conclusão das negociações para um acordo definitivo. O UBS GWM acredita que o caminho até um tratado de paz duradouro provavelmente será turbulento, com episódios de tensões e volatilidade nos mercados. Em nota, os estrategistas do banco destacam que manter o Estreito de Ormuz aberto ainda é de interesse de ambos os lados, mas os recentes confrontos evidenciam a dificuldade de restabelecer plenamente a confiança no transporte marítimo no curto prazo. "Somado à redução da capacidade do Estreito de Ormuz para acomodar navios e a um processo de recuperação da produção provavelmente mais lento do que o esperado, acreditamos que o petróleo Brent poderá atingir US$ 85 por barril até o fim deste ano", eles afirmam. O noticiário geopolítico ofuscou a divulgação da ata da última reunião do Federal Reserve (Fed), a primeira liderada por Kevin Warsh, na qual o banco central americano manteve os juros. Segundo o documento, alguns membros do comitê de política monetária reconheceram que havia argumentos para um aperto, diante dos riscos de alta para a inflação nos Estados Unidos.