Na sessão desta sexta (17), o Dow Jones caiu 0,77%, aos 52.146,42 pontos, o S&P 500 recuou 1,01%, aos 7.457,69 pontos, e o Nasdaq cedeu 1,40%, aos 25.520,244 pontos; na semana, os índices acumularam quedas Os principais índices acionários de Nova York tiveram queda nesta sexta-feira (17), com peso das ações de empresas de comunicação e tecnologia, especialmente as fabricantes de chips e semicondutores, em meio a dúvidas sobre a sustentabilidade e o retorno dos elevados investimentos no setor. A continuidade das hostilidades entre os Estados Unidos e o Irã também contribuiu para minar o humor dos investidores, na medida em que o Estreito de Ormuz segue fechado e não há perspectiva de uma retomada nas negociações de paz. No fechamento, o índice Dow Jones teve queda de 0,77%, aos 52.146,42 pontos, o S&P 500 recuou 1,01%, aos 7.457,69 pontos, e o Nasdaq caiu 1,40%, aos 25.520,244 pontos. No acumulado da semana, as bolsas tiveram perdas de 0,93%, 1,55% e 2,90%, respectivamente. Após liderarem o rali da bolsa americana ao longo do primeiro semestre deste ano, as fabricantes de chips e semicondutores estiveram no centro das perdas em Nova York nos últimos dias. Ontem, os resultados da TSMC mostraram um lucro acima do esperado, mas trouxeram um aumento expressivo nas projeções de investimento, o que reacendeu o temor dos investidores com a sustentabilidade e o retorno das despesas elevadas no setor. Reforçando o sentimento negativo entre os operadores, a startup chinesa Moonshot AI anunciou um novo modelo de inteligência artificial que, segundo a empresa, reduz a distância em relação às principais soluções desenvolvidas nas empresas dos Estados Unidos. O índice Philadelphia Semiconductor terminou o dia em queda de 1,63%. "Os mercados estão nervosos com a inteligência artificial, mas os fatores apontados como responsáveis – o aumento de investimentos em capital e a ampliação dos spreads de crédito das empresas de tecnologia – são apenas distrações e sintomas", opina Wei Li, estrategista-chefe global de ações da BlackRock. Na visão dela, o risco para a tese de investimentos não é a viabilidade da tecnologia, mas a capacidade de capturar valor, caso os modelos de altíssima qualidade se tornem baratos. "A preocupação não é se os modelos continuarão existindo, mas se as empresas desenvolvedoras conseguirão manter margens elevadas e transformar sua liderança tecnológica em lucros sustentáveis", ela afirma. A continuidade dos ataques entre os Estados Unidos e o Irã também segue no radar dos participantes do mercado. Com o temor de que o conflito siga escalando e sem perspectiva de uma retomada nas negociações de paz, os preços do petróleo subiram 15% nesta semana, o que contribui para reacender os riscos inflacionários, apesar de dados mais fracos nos Estados Unidos recentemente. Operador da Bolsa de Nova York (Nyse) — Foto: Richard Drew/AP