Um em cada quatro trabalhadores de 25 a 29 anos, pertencentes ao início da geração Z ("early gen Z") permanece menos de um ano no mesmo emprego no Brasil. Entre os jovens de 18 a 24 anos, a proporção sobe para 38,2%, enquanto mais da metade (52%) dos adolescentes de 14 a 17 anos deixa a vaga antes de completar 12 meses.

Os dados fazem parte do Diagnóstico da Juventude Brasileira, estudo do Ministério do Trabalho e Emprego lançado nesta quinta-feira (25) e elaborado a partir do cruzamento de informações da Pnad Contínua, da Rais e de dados do eSocial.

Para Paula Montagner, subsecretária de Estatísticas e Estudos do Trabalho do ministério, os motivos da rotatividade variam conforme a faixa etária. Entre adolescentes de 14 a 17 anos, é mais comum que o próprio jovem desista da vaga. Já entre trabalhadores de 18 a 24 anos predominam os desligamentos sem justa causa.

A subsecretária afirma, porém, que parte dos jovens também deixa o emprego ao não enxergar perspectivas de crescimento profissional. "Quando ele vê que a empresa não vai apostar nele, que ninguém o apoia ou valoriza seu trabalho, ele procura outra oportunidade", disse em entrevista à Folha.

Segundo Montagner, os trabalhadores mais novos têm hoje mais acesso à informação sobre carreiras e tendem a buscar vagas que ofereçam possibilidade de desenvolvimento. "Eu fico muito feliz de ver a geração mais jovem buscando condições melhores de trabalho", afirmou.