Três em cada dez jovens da geração Z (entre 18 e 28 anos) já pediram afastamento do trabalho por questões de saúde mental, segundo pesquisa da Serasa Experian. O levantamento mostra ainda que 6 em cada 10 afirmam que as empresas falam de saúde mental, mas adotam práticas consideradas incompatíveis com esse discurso.

Os afastamentos estariam ligados a fatores como pressão no trabalho, jornadas prolongadas e insegurança em relação ao futuro profissional. A pesquisa também mostra que a geração Z valoriza modelos mais flexíveis de trabalho e iniciativas voltadas ao bem-estar no ambiente corporativo. Segundo a pesquisa, apenas 28% dizem se sentir confortáveis para tratar do tema no ambiente de trabalho.

O estudo ouviu 233 brasileiros entre 18 e 28 anos, em todas as regiões do país, entre novembro e dezembro de 2025. A margem de erro da pesquisa é de 3%, e o intervalo de confiança, de 97%.

Um exemplo desse grupo é a estudante Daniela Cristina Lucena, 19, que trabalhava como atendente de call center, e pediu demissão no terceiro mês. "Era um ambiente com vários transtornos e clima pesado. Cheguei a pedir um tempo, fui ao médico, enviei o atestado e, na hora de receber meu salário, eles ainda descontaram esse dia", disse.