Os terremotos de magnitude 7,5 e 7,2 que atingiram a Venezuela na quarta-feira (24) foram os mais fortes em mais de um século, desde o ano 1900, segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS). Apesar do alto potencial destrutivo e do prejuízo para a vida humana, os cientistas não conseguem prever estes abalos sísmicos, porque ainda falta conhecimento sobre os padrões da natureza.

"Nós não sabemos como [prever grandes terremotos], e não esperamos saber num futuro previsível. Os cientistas do USGS só podem calcular a probabilidade de que um terremoto significativo ocorra em uma área específica dentro de um determinado número de anos," explica o site do serviço americano, referência mundial no assunto.

Prever um terremoto significaria, na prática, saber exatamente quando ele vai acontecer, a área que sentirá o maior choque e, ainda, qual será a magnitude. O problema é que não se sabe com clareza quais são os sinais que poderiam indicar as respostas para estas perguntas.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), 750 mil pessoas morreram entre 1998 e 2017 em decorrência de terremotos, mais da metade das vidas perdidas em desastres naturais globalmente.

Existem várias teorias sobre fenômenos que poderiam preceder um abalo de alta magnitude numa localização geográfica. A lista dos apontados "precursores" inclui terremotos moderados ou terremotos pequenos em série, que poderiam sugerir que outro maior está por vir; o aumento de radônio, gás radioativo presente na natureza; e até mesmo o comportamento incomum de animais.