Time de Carlo Ancelotti aumentou eficiência contra o Haiti, mesmo com volume menor, e contra Escócia encontrou a melhor combinação 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Surfista: Matheus Cunha comemora gol do Brasil contra a Escócia — Foto: Robert Cianflone / Getty Images via AFP RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 25/06/2026 - 19:52 Evolução da Seleção Brasileira de Ancelotti na Copa do Mundo A seleção brasileira de Carlo Ancelotti mostrou evolução na Copa do Mundo, com aumento de finalizações, ocupação do campo adversário e precisão de passes. Contra o Haiti, destacou-se pela eficiência, enquanto a vitória sobre a Escócia foi marcada pelo volume ofensivo e combinação ideal de formação tática. Com 21 finalizações e 93% de precisão nos passes, o Brasil apresentou sua melhor performance até agora. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO A evolução do desempenho do Brasil ao longo da fase de grupos da Copa do Mundo pode ser explicada por estatísticas dos jogos. Enquanto o dado da posse de bola pouco se alterou, houve aumento de finalizações, de criação de chances claras de gol, de precisão de passes, ocupação do terço final do campo e de quebras de linha. Contra o Haiti, o time de Carlo Ancelotti melhorou a eficiência. Já contra a Escócia, na melhor atuação no torneio, houve não só conclusões mais eficientes, mas também alto volume ofensivo. Estatísticas do Brasil Brasil x Marrocos Brasil x Haiti Brasil x Escócia Posse de bola 50,8% 53,8% 54,3% Gols esperados (XG) 0.99 1,42 3,78 Finalizações (no alvo) 12 (5) 7 (4) 21 (9) Passes certos 457 484 571 Precisão de passes 89% 88% 93% Quebra de linha 89 105 108 Recepções no terço final 100 84 139 Pressões defensivas 315 195 227 Com o tempo, o Brasil teve mais troca de passes, mais progressões com a bola e ocupou mais o terço final do adversário. Ao mesmo tempo, mostrou que não precisa de posse de bola muito alta para ser eficiente. O segredo foi a verticalização das jogadas. Contra a Escócia, o time teve 54,3% de posse (ou 51,1% , se considerar 6% do tempo em disputa) e aumentou o número de quebras de linha — passe que faz a bola ultrapassar pelo menos uma linha de marcação. Foram 89 passes assim na estreia, depois 105 contra o Haiti, e 108 na quarta-feira. Melhores momentos de Brasil x Escócia Além disso, na estreia os jogadores do Brasil receberam a bola 100 vezes no terço final de campo. Contra a Escócia, essa situação aconteceu 139 vezes. O número de gols esperados (XG) foi quase o quádruplo: 0,99 contra o Marrocos, e 3,78 na quarta. A curva das estatísticas acompanha um time que precisou ser montado ao longo da competição, com três escalações diferentes em três partidas. Contra a Escócia, Ancelotti parece ter encontrado a formação ideal, não só com peças novas — em especial Rayan no lugar de Raphinha — mas uma nova formação tática, que preenche mais o meio-campo, sem perder a intensidade no ataque. Após a vitória de 3 a 0 dessa semana, o volante Bruno Guimarães explicou como o novo esquema beneficia os meias. — Com três no meio-campo, o time é mais móvel. O Cunha ali também ajuda muito, vindo como um falso 9 — disse Guimarães, que contou que o terceiro gol, de Cunha, com sua assistência, foi fruto de trocas de posição treinadas. Na estreia, empate de 1 a 1 com o Marrocos, o Brasil teve a pior posse de bola (50,8%), assim como menos passes certos (457), quebras de linha (89) e menos chances de gol (0.99 gols esperados). No jogo seguinte, vitória de 3 a 0 contra o Haiti, todos esses índices melhoraram — 53,8%, 484 e 1,42, respectivamente — mas diminuiu o número de finalizações. Na estreia foram 12 chutes (cinco no alvo), e na segunda partida apenas sete (quatro no alvo). Ali ficou claro o aumento da eficiência. Contra o Haiti, o Brasil precisou finalzar a mesma quantidade de vezes que os haitianos para marcar quatro gols. Também foi o jogo que a seleção brasileira menos ocupou o terço final: 84 lances. Vini jr invade a área, e chuta no canto, para boa defesa de Gunn. A jogada termina em escanteio. Contra a Escócia combinou a eficiência contra o Haiti e o aumento do volume ofensivo. Foram 11 finalizações apenas no primeiro tempo, seu maior número antes do intervalo em uma partida de Copa desde 2018. Ao final do jogo, foram 21 finalizações, mais do que a soma dos dois primeiros jogos, e nove no alvo, além de 93% de precisão nos passes. Já o número de pressões do time diminuiu, reflexo da circunstância dos jogos, que, após a estreia, exigiram menos trabalho defensivo. Contra o Marrocos, houve 315 pressões defensivas, o que reduziu, respectivamente, para 195 contra o Haiti, e 227 contra a Escócia.
Seleção em números: desde estreia na Copa, Brasil melhorou posse, aumentou finalizações e ocupou mais o campo adversário
Time de Carlo Ancelotti aumentou eficiência contra o Haiti, mesmo com volume menor, e contra Escócia encontrou a melhor combinação
837 words~4 min read








