Presidente do PL Mulher afirma, na publicação, ter sido desrespeitada por Flávio Bolsonaro 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 As deputadas Maria do Rosário e Erika Hilton comentaram o vídeo de Michelle Bolsonaro — Foto: Cristiano Mariz, Reprodução e Mário Agra/Câmara dos Deputados RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 25/06/2026 - 14:33 Parlamentares Criticam Michelle Bolsonaro e PL Mulher por Polêmicas Parlamentares governistas como Maria do Rosário, Erika Hilton e Manuela d’Ávila reagiram ao vídeo de Michelle Bolsonaro, no qual a ex-primeira-dama alega ter sido desrespeitada por Flávio Bolsonaro. Rosário solidarizou-se com Michelle, ressaltando o desrespeito contínuo da família Bolsonaro. Hilton criticou o PL Mulher por sua postura contra direitos das mulheres. D’Ávila interpretou a ação de Michelle como uma tentativa de consolidar espaço político antes da convenção do PL. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Parlamentares governistas reagiram nas redes sociais ao vídeo publicado por Michelle Bolsonaro (PL) no qual a ex-primeira-dama afirma ter sido desrespeitada pelo senador e pré-candidato ao Planalto Flávio Bolsonaro (PL). Entre as aliadas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) que comentaram o caso estão as deputadas federais Maria do Rosário (PT-RS), Erika Hilton (PSOL-SP) e a pré-candidata ao Senado Manuela d’Ávila (PSOL-RS). Maria do Rosário prestou solidariedade à Michelle e destacou que o desrespeito era uma prática recorrente por membros da família Bolsonaro. A petista acionou a Justiça contra o ex-presidente Jair Bolsonaro por, em 2014, o então deputado ter dito que não a estupraria porque ela “não merece”. “Michele descobriu só agora? Ela nunca se importou com o desrespeito contra todas as mulheres brasileiras praticado por sua família (...) Sendo diferente, por coerência reafirmo que nenhuma mulher deve ser menosprezada”, escreveu. Já Erika Hilton escreveu que Michelle expôs que Flávio a “atacou, maltratou, humilhou e excluiu como presidenta do PL Mulher”. A deputada destacou, entretanto, que o diretório liderado pela ex-primeira-dama “é uma das principais organizações que luta contra os direitos das mulheres e meninas, e para excluir mulheres trans, dizendo que somos uma ameaça às mulheres cis.” “Pelo jeito, Michelle Bolsonaro está vendo que a verdadeira ameaça às mulheres segue sendo quem vota contra os direitos e a vida das mulheres e meninas. Segue sendo seu próprio partido”, completou. Manuela d’Ávila, por sua vez, disse que Michelle não passou a entender o “lugar que a extrema-direita coloca as mulheres”. — Michelle tenta organizar uma virada de jogo, na minha avaliação, tentando ocupar, antes da convenção do PL, o seu espaço na disputa presidencial. Já a deputada federal Talíria Petroni (PSOL-RJ) afirma que o vídeo de Michelle expõe “os bastidores de um grupo marcado por vaidade, machismo estrutural e puxadas de tapete”. “Ao relatar que o próprio enteado a menosprezou e tentou isolá-la politicamente, fica evidente que o ego ali fala mais alto que qualquer aliança. Se falta respeito e união até entre os próprios familiares, o discurso de defesa da família e dos valores cai por terra”, completou. Vídeo de Michele Considerada no PL crucial para diminuir a rejeição de Flávio entre o eleitorado feminino e garantir a fidelidade dos evangélicos, Michelle afirmou no vídeo que Flávio a “maltratou”, “desrespeitou” e a tratou como “idiota” em um telefonema que classificou como “humilhação”. O pano de fundo é a insatisfação da ex-primeira-dama com o apoio do partido à candidatura de Ciro Gomes (PSDB) ao governo do Ceará, em detrimento do senador Eduardo Girão (Novo), e o fato de as lideranças da sigla no estado terem rifado a deputada Priscila Costa, pré-candidata ao Senado. Michelle afirma ter recebido uma ligação de Flávio horas depois de tornar públicas suas críticas às negociações do PL com Ciro Gomes. Ela disse ter tentado contato com o enteado por telefone e que, quando ele retornou, ouviu que seria melhor não interferir nos rumos do partido. — Ele foi muito ríspido. Me desrespeitou e me maltratou ao telefone. Eu não tinha feito nada contra ele. Ele disse que seria melhor eu ficar fora das decisões do partido. Disse que eu havia chegado ontem e não entendia nada de política — afirmou. Michelle diz que, diante dessa “humilhação”, entendeu que Flávio não queria seu apoio ou que este era “insignificante”: —E então eu me recolhi, fiquei na minha e assim permaneço. Na sequência, a ex-primeira-dama diz que vai desmentir “narrativas e notícias que circulam na imprensa”: — Eu sei quem as planta, eu sei quem são as fontes. Eles me tratam como se eu fosse idiota. Como se eu fosse alguém que chegou ontem. Eu não sou. Eu sei mais do que eles pensam. Após expor divergências com os enteados, Michelle diz, em meio a citações a Deus, que “já liberei o perdão faz muito tempo”, mas ressalta que “perdoar não é o mesmo que esquecer ou querer continuar o relacionamento”. A ex-primeira-dama afirma ainda que, após o telefonema, não foi mais procurada por Flávio: — O Flávio vai à minha casa toda semana, mais de uma vez. Se ele realmente quisesse falar comigo, já teria falado. Se considerasse necessário o meu apoio já teria conversado. Estou na minha, continuarei recolhida.
Maria do Rosário, Erika Hilton e Manuela d’Ávila: opositoras a Michelle Bolsonaro avaliam vídeo da ex-primeira-dama
Presidente do PL Mulher afirma, na publicação, ter sido desrespeitada por Flávio Bolsonaro
















