Postura contrasta com aliados de Eduardo Bolsonaro nos EUA, citados indiretamente pela ex-primeira-dama em vídeo nas redes sociais 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Michelle Bolsonaro sobe o tom e critica Flávio Bolsonaro em Vídeo nas redes sociais — Foto: Reprodução Passadas as primeiras 24 horas após a divulgação do vídeo de Michelle Bolsonaro com duras críticas ao enteado e pré-candidato do PL à presidência, Flávio Bolsonaro, a maior parte dos bolsonaristas no Congresso Nacional preferiu a cautela e o silêncio, apesar da forte repercussão das declarações em um vídeo de 27 minutos publicado no Instagram. Os principais expoentes do movimento na Câmara dos Deputados e no Senado Federal evitaram abordar o principal assunto do dia, em uma tentativa de colocar água na fervura da crise no núcleo familiar do ex-presidente Jair Bolsonaro. Mais do que aguardar a poeira baixar, o cálculo destes políticos leva em conta o calendário eleitoral e o risco de se indispor com o clã Bolsonaro a esta altura do campeonato. “Não quero ser arrastado para essa confusão. Não tem nenhuma chance de dar certo. Ou vou contra a mulher de Bolsonaro e por tabela arrumo encrenca com mulheres e evangélicos, ou detono o filho que ele escolheu para representá-lo na corrida presidencial”, admitiu à equipe do blog sob reserva uma liderança bolsonarista no Congresso. Também pesou (e muito) a avaliação de que a atitude de Michelle ajuda a candidatura de Lula, não apenas por expor Flávio como uma liderança machista e oportunista, mas também por tirar o foco do caso Jaques Wagner. A exceção foram aliados próximos de Michelle que se solidarizaram, como a governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), cuja chapa abrigará a ex-primeira-dama como candidata ao Senado em outubro. O líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ), que é amigo de Michelle, repostou publicações tanto da ex-primeira-dama quanto de Flávio. Já o líder da minoria na Casa, Gustavo Gayer (GO), e Nikolas Ferreira (MG), que já teve polêmicas públicas com Eduardo Bolsonaro, não se manifestaram nas redes sobre o tema até o fechamento deste texto. Também preferiram “se incluir fora dessa” Sergio Moro (PR) e até Carol de Toni (SC), que teve o apoio de Michelle em uma disputa fratricida para garantir o apoio do partido à sua pré-candidatura ao Senado. Júlia Zanatta (SC), defendida por Eduardo Bolsonaro como opção de vice para Flávio, também ficou calada. Nem quadros do “PL raiz” como Altineu Côrtes se aventuraram a se posicionar publicamente. Nas redes, o deputado Pastor Marco Feliciano (SP) verbalizou a estratégia dos bolsonaristas: “Tenho respeito por Michelle e @FlavioBolsonaro e não irei contribuir p/aumentar o conflito. Oro p/que resolvam em família e no partido. Meu foco continua em trabalhar p/ que a direita permaneça unida!”, escreveu o parlamentar. Ataques dos EUA Já bolsonaristas que orbitam em torno de Eduardo Bolsonaro, como Allan dos Santos e Paulo Figueiredo, dispararam contra a ex-primeira-dama nas redes sociais, e o próprio Eduardo compartilhou diversas publicações com críticas à madrasta e em defesa do irmão presidenciável. No vídeo divulgado na última quarta-feira, Michelle se referiu a eles como um “grupo do exterior” que coordenava ataques à sua figura. “O grupo coordenado por pessoas que estão no exterior continua atuando e me atacando todos os dias. Alguns deles até aparecem em fotos ao lado do Flávio, fazem publicações e vídeos retirando o sobrenome Bolsonaro do meu nome numa tentativa de me atingir. Não me atingem. Eu sei quem eu sou e sei quem é meu marido”, afirmou. Sem mandato, Eduardo e seus aliados no autoexílio não têm nada a perder com o fogo amigo, situação bem diferente de seus ex-colegas de parlamento que dependem das urnas em outubro para garantir mais um mandato. Com Jair Bolsonaro fora do circuito e impedido de se comunicar com aliados políticos e de usar as redes sociais por estar preso, resta por ora aos deputados e senadores alinhados ao clã buscar o delicado e imprevisível equilíbrio entre o filho e a mulher do ex-presidente.
Bolsonaristas com mandato colocam água na fervura na crise entre Michelle e Flávio
Postura contrasta com aliados de Eduardo Bolsonaro nos EUA, citados indiretamente pela ex-primeira-dama em vídeo nas redes sociais














