Ex-primeira-dama disse que foi 'maltratada' por pré-candidato à Presidência 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Michelle Bolsonaro grava vídeo e diz que foi 'maltratada' por Flávio — Foto: Reprodução RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 25/06/2026 - 11:51 Michelle Bolsonaro acusa Flávio de maus-tratos em disputa familiar Michelle Bolsonaro criticou publicamente Flávio Bolsonaro, acusando-o de "maltratá-la" e "desrespeitá-la" durante uma ligação telefônica. O atrito se insere em um contexto de disputas de poder dentro do clã Bolsonaro, especialmente após a prisão de Jair Bolsonaro. As divergências com os filhos do ex-presidente são recorrentes, com Michelle se afastando das articulações nacionais do PL e focando no Distrito Federal. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O vídeo feito pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) nesta quarta-feira, em que ela se queixa do senador e pré-candidato do PL ao Planalto, Flávio Bolsonaro, não é o primeiro caso de atrito entre ela e outros integrantes do bolsonarismo. Michelle já antagonizou com outros filhos de Jair Bolsonaro e, desde quando ele foi preso, tem se afastado do projeto nacional do PL. Nas declarações mais recentes, Michelle disse que Flávio a “maltratou” e a “desrespeitou” durante ligação. A fala, feita em vídeo publicado no Instagram, ocorre em meio a disputa de poder no clã Bolsonaro. Segundo Michelle, a ligação ocorreu horas depois de ela tornar públicas suas críticas às negociações do PL com Ciro Gomes (PSDB), no Ceará. Ela afirmou que tentou contato com Flávio por telefone e que, quando ele retornou, ouviu que seria melhor não interferir nos rumos do partido. O desgaste na relação da madrasta com os filhos de Bolsonaro é fruto de discordâncias no núcleo bolsonarista em torno da escolha do representante na corrida pelo Planalto, em uma disputa por protagonismo político. Michelle chegou a romper ligação com o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro após ele desaprová-la abertamente como opção de candidata à Presidência ou vice. Já a relação com Flávio azedou quase um mês antes do anúncio dele como pré-candidato ao Planalto, em dezembro. O afastamento ocorreu após o senador ter feitos críticas públicas à madrasta, classificando a postura da ex-primeira-dama como “autoritária”, justamente por conta das articulações no Ceará. A fala do senador ocorreu após Michelle se posicionar contra uma aliança costurada no Ceará para que o bolsonarismo apoiasse Ciro Gomes ao governo estadual. A ex-primeira-dama deseja apoiar o nome do senador Eduardo Girão (Novo) neste pleito. Posteriormente, Flávio disse ter pedido desculpas à madrasta, mas não houve reaproximação política entre os dois. Sem espaço na corrida presidencial, Michelle indicou que disputaria o Senado pelo Distrito Federal. A participação dela na eleição presidencial, entretanto, foi colocada em dúvida . Antes mesmo do vídeo, ela tem indicado que vai ficar fora das articulações políticas nacionais e vai focar em cuidar do DF e do ex-presidente Bolsonaro. Já em maio, a reação de Michelle à crise envolvendo Flávio e o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Master, reacendeu a tensão na família Bolsonaro. Segundo relatos feitos ao GLOBO, o ex-vereador Carlos Bolsonaro e Eduardo reclamaram a aliados da ausência de uma defesa pública mais enfática da ex-primeira-dama após ela evitar comentar o caso e afirmar que perguntas sobre o tema deveriam ser feitas “ao próprio Flávio”. O desconforto aumentou ainda porque, no mesmo evento em Brasília, Michelle também se referiu ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), como “irmão em Cristo”. A expressão foi utilizada pela ex-primeira-dama ao comentar a autorização dada pelo magistrado para que Jair Bolsonaro recebesse um cabeleireiro durante o período de prisão domiciliar Nos bastidores do PL, a postura da ex-primeira-dama é interpretada como um sinal de que ela continua preservando a própria posição política caso Jair Bolsonaro decida discutir mudanças no cenário presidencial da direita. A comunicação entre Michelle e Flávio tem se dado apenas por meio de intermediários, como o coordenador da pré-campanha, senador Rogério Marinho (PL-RN); o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto; ea senadora Damares Alves (Republicanos-DF).